Assalto em Criciúma: PF investiga se ação foi financiada por crime organizado

Até a manhã desta sexta-feira (4), 11 suspeitos já haviam sido presos; apuração do crime está agora sob responsabilidade da Polícia Federal

Redação ND Florianópolis

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Passa a ser da Polícia Federal a investigação do assalto a banco que aconteceu em Criciúma na noite de segunda-feira (30), considerado até então o maior roubo da história de Santa Catarina. Em nota, a corporação informou que vai instaurar um inquérito policial para apurar se a ação, que teve a participação de pelo menos 30 pessoas, de forma direta e indireta, foi financiada pelo crime organizado.

Até a manhã desta sexta-feira (4) foram presos  11 suspeitos de envolvimento no crime que chocou o Brasil nesta semana.

Polícia Federal vai investigar possível financiamento do crime organizado ao assalto que levou pânico a Criciúma – Foto: PRF/Divulgação NDPolícia Federal vai investigar possível financiamento do crime organizado ao assalto que levou pânico a Criciúma – Foto: PRF/Divulgação ND

Cinco prisões ocorreram no Rio Grande do Sul, três em Santa Catarina e três em São Paulo. Um dos presos é gerente do PCC (Primeiro Comando da Capital), de São Paulo (SP), com ramificações em todo o país, Márcio Geraldo Alves Ferreira, vulgo Buda, braço-direito do líder da facção criminosa, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola.

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De acordo com a PF, a apuração não trará prejuízos ao procedimento apuratório em andamento na Polícia Civil de Santa Catarina. Por estratégia investigativa, não serão dadas outras informações por enquanto.

Confira a nota na íntegra

“A Polícia Federal informa que, ante o surgimento de elementos indicativos de ocorrência da situação prevista no art. 1º, inciso VI, da Lei nº 10.446/2002, procederá à instauração de inquérito policial para apuração de possível financiamento dos autores do recente crime contra instituição financeira verificado em Criciúma/SC por integrantes de associação criminosa com atuação em mais de um Estado da Federação, sem prejuízo do procedimento apuratório em andamento na Polícia Civil de Santa Catarina. Por estratégia investigativa, não serão prestadas quaisquer outras informações por ora”.

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