Assassinada, ‘Fulana’ tem identidade descoberta após 40 anos sem nome; veja detalhes

Vítima foi morta de forma cruel após recusar prostituição forçada; caso representa marco histórico aos trabalhos de identificação

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Redação ND Florianópolis

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Durante 40 anos uma jovem achada morta em um cemitério de Nova Jersey (EUA) foi conhecida como Princess Doe (Princesa Fulana). Isso porque ninguém sabia o seu nome. Somente agora que a perícia policial conseguiu identificá-la. E a história dela é brutal.

Mulher passou ano sendo conhecida como princesa fulanaEste foi o primeiro caso de pessoa desaparecida que foi atendido pelo braço da FBI – Foto: NCMEC (National Center for Missing & Exploited Children)/Divulgação/ND

Conforme reportagem do New York Times, ela se chama Dawn Olanick e tinha 17 anos quando foi assassinada. A jovem era natural de Long Island, Nova York, contaram autoridades para o jornal.

O autor do crime é Arthur Kinlaw, de 68 anos. Kinlaw já está na prisão há duas décadas, cumprindo prisão perpétua no condado de Sullivan (estado de Nova York). Ele responde por duas condenações por assassinato em primeiro grau.

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Entenda o caso

O que as investigações descobriram é que Kinlaw tentou atrair Olanick para a prostituição e a matou depois que ela se recusou. A vítima foi encontrada em 15 de julho de 1982, no Cedar Ridge Cemetery em Blairstown, noroeste de Nova Jersey.

No entanto ela foi espancada de tal forma que ficou irreconhecível, detalhou a polícia ao NY Times. Peritos disseram que ela havia morrido uma semana antes de ser encontrada e que sua idade era entre 15 e 20 anos.

Kinlaw confessou o assassinato de Olanick em declarações escritas em 2005, disseram as autoridades. Mas o promotor disse que determinar a identidade da vítima é crucial para construir um caso forte contra ele.

Sepultamento feito por moradores

Foram os próprios habitantes da cidade que sepultaram a vítima, apelidada até hoje de Princesa Fulana. Na lápide onde ela está enterrada está escrito: “Princess Doe. Desaparecida de casa. Morta entre estranhos. Lembrada por todos”.

Apenas um dente e um cílio da vítima foram enviados à Astrea Forensics em 2021 para uma possível extração de DNA. Até então não se tinha qualquer identificação da desaparecida.

“No laboratório eles extraem DNA de amostras que estão degradadas ou que não forneceriam nenhum valor”, afirmou Carol Schweitzer, supervisora ​​forense do centro. Foi neste procedimento que a jovem, até então desaparecida, foi identificada.

“A Polícia não desistiu da Princesa Fulana”

“Por 40 anos, a polícia não desistiu da Princesa Fulana”, afirmou James Pfeiffer, procurador do condado de Warren. Doe foi o primeiro caso de pessoas não identificadas a entrar Centro Nacional de Informações Criminais (NCIC, na sigla em inglês), ligado ao FBI (a polícia federal americana), por William Webster, então diretor do FBI, em 30 de junho de 1983.

“Este foi um momento histórico para pessoas desaparecidas e não identificadas”, disse o NCIC em nota.

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