Cacau Menezes cacau.menezes@ndtv.com.br

Apaixonado pela sua cidade, por Santa Catarina, pelo seu país e pela sua profissão. São 45 anos, sete dias por semana, 24 horas por dia dedicados ao jornalismo

Assassinato de jovem em boate de Floripa por um PM fazendo ‘bico’ não pode ficar impune

É urgente a necessidade das instituições policiais de orientar, fiscalizar e coibir seus integrantes de operarem nesta função, e assassinato de jovem em boate serve de alerta

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A morte de um jovem trabalhador na terça-feira (8) em uma casa noturna em Floripa, a Sex Night, resgata debate acerca da atividade de segurança privada (‘bico’) por parte de policiais militares, civis e penais. O caso acende o alerta sobre a capacitação de profissionais de empresas prestadoras deste tipo de serviço e a atuação de amadores.

Ato de violência e covardia no caso do jovem assassinado em boate, que inclui chutes no pescoço mesmo depois dele ter sido baleado pelas costas e já morto – Vídeo: Reprodução ND

Já não é de hoje que o assunto é debatido toda vez que ocorre um fato lamentável e trágico, como na boate na Avenida Mauro Ramos. Inclusive, e pasmem, já tendo sido tratado até com a intenção de ser um projeto de lei que autorizaria policiais de folga a efetuarem a segurança fardados ou à paisana, utilizando a arma funcional.

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Seria a confissão expressa do Estado de que a segurança pública é insuficiente ou falha, e que os cidadãos estão à mercê da criminalidade.

Assassinato de jovem em boate acende alerta

Sex Night foi interditada pelo Procon na noite de quarta-feira (6) após o assassinato de jovem em boateSex Night foi interditada pelo Procon na noite de quarta-feira (6) após o assassinato de jovem na boate – Foto: Reprodução/Google Street View

Sem embargo, é urgente a necessidade das instituições policiais de orientar, fiscalizar e coibir seus integrantes de operarem nesta função. Também é essencial que a Polícia Federal, responsável pelo controle das empresas privadas, exija destas a qualificação mínima necessária e a reciclagem periódica destes funcionários.

Sem generalizar categorias e profissionais, o fato é que a recorrente justificativa da “necessidade de reforço financeiro” e a aparente “capacitação para a tarefa” não são suficientes, como demonstrou a dinâmica do acontecido e o resultado deste.