Ataque em creche de Blumenau vira notícia no mundo, veja repercussão internacional

Veículos relembraram um ataque semelhante ocorrido em São Paulo na semana anterior, quando uma professora foi morta e outras quatro pessoas ficaram feridas

Foto de Redação ND

Redação ND Florianópolis

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O ataque a creche de Blumenau que vitimou quatro crianças nesta quarta-feira (5), repercutiu internacionalmente. O jornal The Washington Post ressaltou “a crescente preocupação com o aumento de ataques em escolas da maior nação da América Latina”.

Veículos como o All Jazeera, BBC, Le Monde Diplomatique e Deutsche Welle relembraram um ataque semelhante ocorrido em São Paulo na semana anterior, quando uma professora foi morta e outras quatro pessoas ficaram feridas.

Ataque em Blumenau repercutiu internacionalmente – Foto: All Jazeera/ Le Monde Diplomatique/ BBC/ Reprodução/ NDAtaque em Blumenau repercutiu internacionalmente – Foto: All Jazeera/ Le Monde Diplomatique/ BBC/ Reprodução/ ND

O The Guardian pontuou também que o último ataque em uma creche aconteceu justamente em Santa Catarina, quando três crianças e duas professoras morreram esfaqueadas em Saudades, no Oeste catarinense.

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Segundo o veículo, de 2000 a 2022, 16 ataques ou episódios violentos aconteceram em escolas. Quatro deles aconteceram a partir do segundo semestre do ano passado, segundo o pesquisador Daniel Cara, professor na USP (Universidade de São Paulo).

O ataque na creche Cantinho Bom Pastor, no Bairro Velha, em Blumenau, é o 23º ataque em escolas ou creches no Brasil, desde 2002. Mais da metade de todos os crimes – 12 dos 23 ataques – foi registrada a partir de 2022, conforme o relatório “Extremismo violento em ambiente escolar”, publicado em 28 de março pela professora Michele Prado do “Monitor do Debate Político No Meio Digital” do grupo de Políticas Públicas para o Acesso à Informação da USP (Universidade de São Paulo).

O episódio em Blumenau também repercutiu em jornais como a CNN, Reuters, The Australian, The Daily Mail e The Sun.

O ND+ não irá publicar os nomes do autor e das vítimas do ataque, assim como imagens explícitas do crime. A decisão editorial foi feita em respeito às famílias e ao ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), também para não compactuar com o protagonismo de criminosos.