A Polícia Civil investiga uma possível relação entre o ataque que deixou quatro pessoas mortas em Porto Alegre (RS), na noite do dia 4 deste mês, e um assassinato ocorrido durante a tarde em Forquilhinha, no Sul catarinense.
Ataque que deixou 4 mortos no RS pode ter ligação com assassinato de dono de supermercado em SC – Foto: Polícia Civil/Divulgação NDA suposta relação entre os crimes começou a ser apurada após os investigadores descobrirem que o irmão de um dos lideres do tráfico da região, onde ocorreu a chacina, foi assassinado em Santa Catarina no mesmo dia.
Bruno Dias da Silva estava dentro de um supermercado, em Forquilhinha, no Sul catarinense, no qual era dono, quando foi alvejado por diversos tiros. Os disparos atingiram as pernas, costas e pescoço do proprietário. Ele chegou a ser encaminhado para o pronto-atendimento do município, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
Seguir“A suspeita é de que ele possuía uma ligação com essa facção criminosa, inclusive, os colegas de Santa Catarina nos informaram a respeito de um possível crime de lavagem de dinheiro que esse homem estaria praticando, já nas terras catarinense”, informou o delegado Gabriel Lourenço, em entrevista à Record TV RS.
Ainda segundo o titular 5ª Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa da Capital, onde o caso é investigado, uma das quatro pessoas mortas em Porto Alegre teria participado do assassinato de Bruno, em Forquilhinha. “Tudo isso será esclarecido ao término do inquérito policial”, assegurou.
Chacina na capital gaúcha
Segundo a Polícia Civil, a chacina aconteceu na zona Norte de Porto Alegre, nos bairros Rubem Berta e Mário Quintana. No ataque, duas jovens de 21 anos – uma estava grávida e acompanhada do filho de um ano e meio – e dois homens de 41 e de 43 anos foram mortos com 40 disparos cada um.
A gestante já era conhecida pelas autoridades. “Ela já tem envolvimento de muitos anos com o crime organizado. Já esteve aliada a diversas facções do universo criminoso”, lembrou delegado. Ainda de acordo com ele, duas das vítimas “eram traficantes e uma outra é suspeita de que estava ali fazendo compra de entorpecentes”.