Atendente identifica pedido de socorro de mulher em SC e aciona polícia: ‘Foi gratificante’

Caso aconteceu nesse fim de semana em uma lanchonete, situada em Criciúma, no Sul catarinense

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Redação ND Criciúma

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A atendente de uma lanchonete, em Criciúma, no Sul catarinense, conseguiu identificar nesse fim de semana um pedido de socorro de umas das clientes, após a vítima fazer um “X” vermelho na mão indicando que vinha sofrendo violência doméstica.

Desenho internacional faz referência a pedido de socorro por mulheres que sofrem algum tipo de violência. – Foto: Divulgação NDDesenho internacional faz referência a pedido de socorro por mulheres que sofrem algum tipo de violência. – Foto: Divulgação ND

Ao entender o desenho, a funcionária agiu o mais rápido possível. “Fiquei bem nervosa na hora por ser a primeira vez a lidar com aquela situação, mas já chamei o nosso gerente e pedi para ele acionar a polícia, pois a mulher tinha feito um x na mão de caneta que significava socorro”, comentou ao ND+ a atendente, que preferiu ter a sua identidade preservada.

Após a ação dos funcionários, a Polícia Militar se deslocou até o estabelecimento e prendeu o suspeito das agressões, que acompanhava a vítima. “Foi gratificante. Somos mulheres e acredito que juntas, uma apoiando a outra, somos mais fortes”, declarou a atendente.

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A guarnição policial da Rede Catarina, especializada em atendimentos de  proteção às mulheres, também esteve no local para oferecer suporte à vítima.

“Ela vai receber medida protetiva através do Poder Judiciário. Como foi a primeira vez que aconteceu em Criciúma, já estamos em atendimento com ela pelo WhatsApp e também já foi instalando um botão do pânico”, explicou a soldado e policial da Rede Catarina, Martina Silvestre de Brida.

Segundo a polícia, o homem tinha várias passagens no Rio Grande do Sul, sendo algumas por violência doméstica e descumprimento de medida protetiva.

Esse foi o primeiro caso em Criciúma desde a criação do programa Sinal Vermelho, que teve como inspiração algumas experiências na Europa e foi incentivado em 2020 pelo Conselho Nacional de Justiça por conta da pandemia. O programa passou a compor a legislação brasileira com a entrada em vigor da lei 14.188/2021.

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