Pouco tempo antes de ser executada em Santa Catarina, Amanda Albach, de 21 anos, enviou um áudio à família. A jovem disse que pegaria um carro de aplicativo e voltaria para casa, na região metropolitana de Curitiba, no dia 16 de novembro.
Amanda foi encontrada morta enterrada em uma praia de SC – Foto: Reprodução/InternetSegundo a polícia, a mensagem foi gravada na praia de Itapirubá Norte, divisa entre Laguna e Imbituba, onde ela foi morta e enterrada. É possível ouvir, inclusive, o barulho de vento forte. O crime ocorreu por volta das 22h do dia 15 de novembro.
“Oi, eu tô indo embora. Consegui o Uber hoje só para eu ir embora. Já estou indo, de madrugada eu chego”, afirmou Amanda na mensagem.
SeguirOuça:
“Inclusive, no áudio que Amanda encaminhou para a família, ela já estava no local do crime, segundo o próprio investigado relatou. Havia barulho de vento e a voz dela estava estranha”, afirma a polícia.
Segundo as autoridades, o próprio suspeito mostrou o local onde Amanda havia sido enterrada e contou como o crime aconteceu.
“Ele [suspeito] coagiu Amanda a caminhar com uma pá e depois a obrigou a cavar uma cova na praia. O homem então efetuou dois disparos de arma de fogo, depois tapou o buraco e saiu. As outras duas pessoas que estão presas não presenciaram a cena”, relataram os investigadores.
“Muito abalados”
Amanda foi sepultada em Fazenda Rio Grande, no Paraná, onde ela morava, na manhã deste domingo (5). O advogado da família, Michael Pinheiro afirmou que a mãe e o irmão estão muito abalados. “A família está tentando se restabelecer, é um momento muito difícil.”
Após 18 dias do desaparecimento, o corpo de Amanda foi encontrado. Com o avanço das investigações a polícia efetuou a prisão do grupo que estava com vítima no fim de semana no qual ela sumiu. O trio foi preso em Canoas, no Rio Grande do Sul.
Um dos suspeitos é uma mulher que seria amiga da garota, que inclusive, teria morado na mesma cidade de Amanda no Paraná. Ela teria ido comemorar o aniversário dela em Santa Catarina.
O delegado da DIC (Delegacia de Investigação Criminal) de Laguna, Bruno Fernandes, foi procurado para comentar o andamento das investigações, mas não retornou até o fechamento deste texto.
Motivação
O autor dos disparos que matou Amanda confessou à polícia que ele se sentiu incomodado porque percebeu que a jovem teria contado para terceiros que ele seria envolvido com tráfico de drogas
Além disso, ela teria fotografado uma arma que o suspeito tinha na casa e mostrado a outras pessoas. “Ele [suspeito] não gostou da situação”, relatam os investigadores.
“O desentendimento aconteceu na própria casa. O local do crime era próximo da residência dos suspeitos”, reforçam os delegados. A polícia ainda investiga se mais pessoas estariam envolvidas no crime.