A saída do delegado Akira Sato da Delegacia Geral da Polícia Civil de Santa Catarina ganhou repercussão nacional e um novo debate político na Assembleia Legislativa do Estado. A partir da manifestações de políticos e entidades, a crise na segurança ganha novos desdobramentos.
Durante o uso da palavra na tribuna, o deputado Ivan Naatz (PL) acusou o governo de ter pressionado o delegado demissionário para impedir o avanço em investigações sobre irregularidades no Porto de São Francisco do Sul, no Litoral Norte, e também no Instituto do Meio Ambiente (IMA).
Em contraponto, o deputado Maurício Eskudlark (PL), delegado aposentado, sustentou que não há provas de coação no caso. Ele afirmou que, em conversa com o delegado Sato, não ouviu nenhuma queixa de pressões políticas para mudar delegados, remover titulares ou engavetar inquéritos.
SeguirA nível nacional, delegados de 15 Estados do Brasil assinaram uma “carta aberta”, manifestando total apoio e solidariedade ao delegado Akira Sato. No documento, o grupo declara que qualquer tipo de interferência político-partidária em questões da segurança e da Polícia Civil deve ser rejeitada por ferir o Estado Democrático de Direito.