Está preso e a disposição da Justiça o responsável pela morte de Elaine Modesto da Cruz, 23 anos, vítima de um feminicídio. A jovem, que era jogadora de futebol, foi morta no dia 21 de julho, na Vila Aparecida, região Continental de Florianópolis.
Camisetas em homenagem a Elaine; morte da jogadora de futebol mobilizou dezenas de pessoas que pediram por Justiça – Foto: Redes sociais/Reprodução/NDSilêncio. Foi exatamente essa a palavra usada pelo delegado Ênio de Oliveira Mattos, responsável pela Delegacia de Homicídios, ao responder o questionamento da reportagem, sobre o depoimento prestado pelo autor do crime, há pouco mais de um mês.
Depois de ter sido preso na última sexta (20), o assassino, que não teve o nome divulgado, optou por se manter calado antes de ser conduzido até a Penitenciária de Florianópolis.
Seguir1 mês foragido
Considerado foragido desde o dia 22 de julho, data do crime, o autor se deslocou até a casa da mãe da vítima, onde ela estava, mandou mensagem pedindo para “falar com ela”.
Ao encontrar o autor, por volta das 22h, Elaine Modesto foi baleada no tórax depois de, pelo menos, cinco disparos. O crime foi registrado na Rua da Fonte, na Vila Aparecida.
De lá para cá o autor, que não aceitava o término do relacionamento entre os dois, até foi esperado na delegacia para prestar esclarecimentos, mas nunca se apresentou.
Na última sexta-feira, após o mandado de prisão ter sido expedido, a Polícia Civil realizou a prisão do indivíduo.
O caso
Elaine foi morta quando visitava a mãe. Segundo a polícia, o ex-companheiro teria enviado uma mensagem pedindo para que a jovem o encontrasse em frente a uma igreja, no bairro Vila Aparecida.
Ao chegar no local ele efetuou cinco disparos que atingiram Elaine no peito. Depois disso, ele fugiu. De acordo com a investigação o casal teria terminado o relacionamento há pouco tempo e o autor não aceitava o rompimento.
Elaine era natural de Florianópolis e a caçula de sete irmãos. A jovem era jogadora de futebol e atuava como zagueira em um time de futebol feminino da capital, denominado Fanáticas Futebol Clube.
Com o inquérito concluído, como bem pontuado pelo delegado Ênio, o caso fica a cargo da Justiça de Santa Catarina