A PCSC (Polícia Civil de Santa Catarina), na manhã desta quinta-feira (24), coletou o depoimento de uma testemunha que pode estar ligada ao caso de vazamento de óleo e decapitação de jacarés em córrego de Florianópolis, em novembro de 2021.
Animais estavam boiando em meio ao óleo – Foto: Guga Andrade/Divulgação/NDAlém disso, um mandado de busca e apreensão foi realizado em uma residência do bairro Monte Alegre, em Camboriú, onde foi apreendido um celular, que segue para análise.
A ação foi feita por parte da DRCA da DEIC (Delegacia de Repressão a Crimes Ambientais da Diretoria Estadual de Investigações Criminais).
SeguirAs investigações seguem para identificar de quem é a responsabilidade pelos crimes ambientais que culminaram com a morte dos jacarés e a contaminação do córrego que percorre o Parque do Manguezal do Itacorubi, nas proximidades do Shopping Villa Romana.
Relembre o caso
Dois jacarés foram encontrados mortos na tarde do dia 6 de novembro no mangue do Itacorubi. Os animais eram da espécie jacaré-de-papo-amarelo e estavam sem cabeça, com cortes de faca e dentro de uma poça de óleo.
As mortes não tiveram ligação com o vazamento de óleo, que ainda não se sabe a origem, mas sim com ação humana. A confirmação foi atestada pelo IGP (Instituto Geral de Perícias). Com a finalização do laudo, uma nova perícia foi iniciada para avaliar o que era o óleo encontrado no córrego.
Morador local fotografou os animais – Foto: Guga Andrade/Divulgação/NDOs danos ambientais causados pela ocorrência foram estimados em mais de R$ 23 mil pelo IGP. O IMA (Instituto do Meio Ambiente) informou que serão cobradas multas ao responsável pelo dano ambiental, quando for identificado pela Polícia Civil.
Foi necessário cerca de quatro dias para remover os 9 mil litros de óleo que contaminaram o local.