Um bebê de 1 mês e 7 dias morreu nesta sexta-feira (23) por lesões internas causadas após sofrer agressões físicas da própria mãe. O crime ocorreu em Indaial, no Vale do Itajaí. A mãe da criança foi presa em flagrante e encaminhada ao presídio do município.
Mãe foi presa preventivamente pela Polícia Civil – Foto: Reprodução\NDO Centro de Operações Militares da Polícia Militar de Indaial recebeu uma ligação da assistente social do município, que estava em plantão no hospital Beatriz Ramos. Ela informou que um recém-nascido havia dado entrada no hospital com suspeitas de agressão física.
A guarnição foi até o hospital acompanhar a situação. A assistente social confirmou que o recém-nascido deu entrada no hospital entre 1h30 e 2h da madrugada, conduzido pelo Corpo de Bombeiros e acompanhado pela mãe e avó.
SeguirDe acordo com os pediatras, a criança estava em estado grave e apresentava uma lesão no crânio e hemorragia interna abdominal. Em função disso, ela precisou ser transferida de imediato para o Hospital Santo Antônio, em Blumenau.
A guarnição policial foi até o bairro Rio Morto e localizou a mãe do bebê, que havia retornado para casa. Questionada sobre o ocorrido, a mulher negou ter cometido qualquer tipo de agressão.
No entanto, segundo o delegado da Polícia Civil responsável pelo caso, Marcos Okuma, relatos médicos indicaram maus tratos. “Fomos até o hospital e conversamos com o médico. Pelos relatos dele, entendi que há indícios de que as lesões internas foram causadas por fortes sacudidas por parte da mãe”, explicou o delegado.
A avó, segundo a polícia, foi testemunha do fato. Ela e a mãe do bebê foram encaminhadas à Delegacia de Indaial.
A morte do bebê foi confirmada às 19h desta sexta pelo Hospital Santo Antônio.
Avó possuía a guarda da criança
Ainda conforme o delegado Marcos Okuma, a guarda da criança era da avó. No entanto, a mãe morava na mesma casa.
“A guarda era a avó porque a mãe, já no início da gravidez, havia rejeitado a criança. Logo que nasceu, inclusive, ela foi embora do hospital sem o bebê”, afirma Okuma. O bebê ficou provisoriamente em uma casa até a decisão judicial, que definiu que a guarda ficaria com a avó. Dessa forma, ele passou a morar na mesma casa que a mãe.
Segundo a polícia, não há indícios de que a avó tem culpa no episódio. “[A avó] não teve nenhuma culpa, ela socorreu a criança e, pelos relatos apurados, há indícios de que foi a mãe que sacudiu a criança”, diz o delegado.
Mãe foi presa preventivamente
No primeiro momento, antes da morte da criança, a mãe foi autuada em flagrante delito por tentativa de homicídio. Após a confirmação da morte pelo hospital, foi enviado um complemento.
“Acredito que em um análise mais fria é possível alterar para homicídio qualificado, mas fica a critério do promotor e do poder judiciário”, esclarece o delegado Okuma.
“Se considerado homicídio simples, a pena ficaria de seis a 20 anos. Homicídio qualificado, que acredito que possa ser enquadrado, já partiria de 12 a 30 anos. Eles também podem entender uma causa de aumento de pena, ela pode subir mais um terço. Porém, tudo depende do promotor e do juiz”, ressalta.
O flagrante foi convertido em prisão preventiva pelo delegado. A decisão foi referida pela juíza que analisou o caso. Portanto, a mãe da criança irá permanecer à disposição da Justiça no presídio de Indaial.