A Guarda Municipal e representantes da Whoosh, empresa que opera os patinetes elétricos em Florianópolis, realizaram mais uma blitz para abordar usuários infringindo as regras de uso dos equipamentos pela cidade na quinta-feira (28).
1 – Foto: Léo Munhoz/NDO trabalho ocorreu em dois pontos da avenida Hercílio Luz, entre 11h e 13h, com seis agentes da guarda, o gerente da Whoosh, Leandro Santos, e mais quatro pessoas da equipe de campo da empresa, além de assessores.
Como ocorreu durante a semana, num dia de tempo fechado, o número de abordagens foi um pouco menor. Ainda assim, foi abordada, por exemplo, uma mãe com criança no patinete e um usuário andando na contramão.
SeguirEntre junho e agosto, a média de usuários bloqueados era de 60 por mês. Em setembro, que ainda não acabou, a Whoosh diz que bloqueou 752 usuários.
Conforme o CEO da empresa no Brasil, Francisco Forbes, entre os principais motivos dos bloqueios estão fraude de cartões clonados no cadastro do app e fraudes de login.
Mesmo fora das blitze, forças de segurança e empresa fizeram um acordo para que imagens da polícia com flagrantes de uso indevido dos equipamentos sejam enviadas à empresa. Na quarta-feira, mais de dez usuários foram bloqueados graças às imagens cedidas pela polícia.
Para tentar reduzir os problemas, a Whoosh vai passar a pedir CPF no cadastro e verificação por celular, em vez de email. Além disso, nesta semana, a velocidade máxima dos patinetes foi reduzida para até 20 km/h (antes era 25 km/h).
Na blitz, uma mãe com a criança no patinete foi orientada sobre a irregularidade – Foto: Reprodução/NDOutra medida é o envio de um “push”, notificação por celular, na confirmação do cadastro, reforçando que menores de 18 anos não podem usar o equipamento. A expectativa da empresa é encontrar um cenário diferente nas próximas semanas.
Por lei, os menores até poderiam usar o equipamento, porém, o impedimento é uma política da empresa, por responsabilidade civil, criminal e pelo seguro. Se um menor bate em alguém, não pode ser responsabilizado.
A Whoosh vai fazer uma campanha em breve, reforçando que o patinete não tem vida própria para conscientizar os usuários. “O cenário é bem positivo e controlado em relação a outras cidades do mundo. Fizemos quase 300 mil corridas e tivemos reportados oito acidentes, apenas dois com boletim de ocorrência”, disse Forbes.
O executivo disse ainda que a seguradora segue apurando os casos recentemente trazidos pelo Grupo ND de pessoas que buscam suporte da empresa.
Forbes ressaltou que o patinete é um meio de transporte como qualquer outro e que, nos casos de acidente, é fundamental o registro do boletim de ocorrência, fotos e tentar pegar dados do usuário do patinete.
Neste fim de semana, quando o volume de uso dos patinetes aumenta, serão realizadas duas blitze, uma de dia e outra à noite. Os pontos não serão divulgados para que o trabalho seja mais efetivo.