João Philip Gonçalves Nunes, de 23 anos, natural de Blumenau, foi espancado até a morte após ser atraído para uma emboscada armada pela ex-companheira, Maria Eliza Moreira Marins, de 27 anos, em Curitiba (PR). As informações são do Balanço Geral de Curitiba.
O crime foi registrado em 2 de dezembro, mas o corpo só foi localizado no dia seguinte em um beco na capital paranaense.
João tinha a guarda da criança, e em suas redes sociais contava os dias para ter o filho novamente em casa – Foto: Arquivo PessoalJoão e Maria Eliza conviveram durante três anos juntos e chegaram a morar no bairro Gasparinho, em Gaspar, onde a suspeita tem familiares. Os dois estavam separados desde 2019.
SeguirA vítima teria ido até a cidade para buscar o filho, de 4 anos, de quem teve a guarda após a separação.
Conforme apurado pelo BG Curitiba, a ex-companheira teria combinado de passar uns dias com a criança, mas ao levá-lo para Curitiba, se negava a entregá-lo ao pai novamente.
Logo depois a mulher teria espalhado um boato sobre o ex, afirmando na comunidade onde morava que o pai cometeu um crime contra o menino – o que foi descartado em um exame realizado na criança.
Após João ter feito um apelo a Maria Eliza, ela disse que entregaria o filho ao pai na Vila Corbéia, no bairro Cidade Industrial de Curitiba.
Vítima não teve tempo de se explicar aos criminosos
Ao chegar ao local com os pais, a vítima tentou várias vezes entrar em contato com a suspeita, mas ela não atendia as ligações.
Conforme as informações do delegado Thiago Nóbrega, da DHPP (Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa), o rapaz saiu do veículo sozinho e começou a perguntar pela mulher e pelo filho na comunidade.
Uma das moradoras, segundo o delegado, relatou à vítima que a ex o aguardava em outro local e que ela o levaria até o lugar combinado.
Nesse meio tempo, quatro indivíduos o aguardavam com pedaços de pau. Ao chegar à emboscada, João não conseguiu se explicar aos homens e acabou sendo espancado até a morte.
Os criminosos em seguida foram até o veículo onde estavam os pais da vítima e pediram para que deixassem a vila, senão também seriam mortos.
“A mãe viu o filho entrando no beco, viu os rapazes com pedaço de pau saindo do barraco ameaçando o casal de que caso não saíssem de lá também seriam mortos”, relata o delegado.
Suspeita de mandar matar o ex em Curitiba continua foragida – Foto: Polícia Civil de Curitiba/ DivulgaçãoMaria Eliza teve a prisão decretada e segue foragida com a criança. DHPP (Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa) e Polícia Civil de Santa Catarina trabalham em conjunto na operação.
Informações sobre o paradeiro de Maria Eliza podem ser repassadas à Polícia Civil pelos telefones 197,181 e 0800-6431-121 da Polícia Civil ou pelo telefone de emergência da Polícia Militar (190).