Bombeiro e cão de Itajaí prestam apoio à operação em Petrópolis

Número de mortos subiu para 176 nesta segunda-feira (21); equipes catarinenses chegaram à cidade no sábado (19)

Kassia Salles Itajaí

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Bombeiros militares de Santa Catarina foram enviados para Petrópolis, no Rio de Janeiro, para auxiliar nas buscas e no resgate das vítimas da tragédia decorrente das fortes chuvas. Ao menos 176 pessoas morreram. De Itajaí, o soldado Thiago Evandro de Amorim, acompanhado de Moana, cadela de busca, estão na missão.

O binômio – dupla entre bombeiro militar e cão de busca – foi certificado em abril do ano passado e atua em no 7º BBM (Batalhão de Bombeiros Militar) desde então.

Soldado Thiago Amorim e cadela Moana, de Itajaí, atuam nas buscas em Petrópolis – Foto: CBMSC/DivulgaçãoSoldado Thiago Amorim e cadela Moana, de Itajaí, atuam nas buscas em Petrópolis – Foto: CBMSC/Divulgação

Equipes no RJ

A equipe catarinense chegou a Petrópolis no sábado (19). O comandante da operação, Capitão Alan, contatou a equipe de bombeiros do Rio de Janeiro e, após traçarem estratégias para o trabalho, realizaram o reconhecimento do local.

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A previsão é que as equipes iniciaram os trabalhos de resgate neste domingo (20), quando a chuva deu uma trégua. Para reforçar o combate à tragédia, outros estados do Brasil também estão mandando efetivos militares. Os profissionais de Santa Catarina foram enviados acompanhados de cães farejadores.

Dupla faz parte da equipe enviada de SC para Petrópolis – Foto: Soldado De Souza/CBMSC/DivulgaçãoDupla faz parte da equipe enviada de SC para Petrópolis – Foto: Soldado De Souza/CBMSC/Divulgação

Ao todo, são nove militares e seis cães de busca. Eles atuam em duas regiões, chamadas Alfa 01 e 05, reconhecidas no sábado. Conforme os bombeiros, além de muita lama e escombros, o fato de ter muitas pessoas na cena dificulta o trabalho dos cães – além dos bombeiros trabalhando, também estão no local familiares e ainda populares assistindo.

A estratégia traçada pelo Capitão Alan busca concentrar as ações dos binômios catarinenses, para que sejam mais efetivas. Após conversar com a equipe dos bombeiros do Rio de Janeiro e colher mais informações, foram delimitadas áreas para que os binômios façam o rastreamento em pontos indicados que podem ter possíveis vítimas.

Contribuição catarinense

Segundo a Coordenadoria de Busca, Resgate e Salvamento com Cães, dos 36 binômios de todo o Brasil que estão atuando em Petrópolis, 25 deles tiveram os condutores formados em Santa Catarina. Além disso, outros cinco de corporações distintas, também formados no Estado, devem chegar em breve.

Equipe chegou ao Rio de Janeiro neste sábado e já fez reconhecimento do local – Foto: CBMSC/Divulgação/NDEquipe chegou ao Rio de Janeiro neste sábado e já fez reconhecimento do local – Foto: CBMSC/Divulgação/ND

Soldado Amorim e Moana dão continuidade à história em Itajaí

O trabalho de Moana representa muito mais do que a ativação dela e do soldado Amorim na cinotecnia – atividade com cães, já que essa dupla dará continuidade a um legado que fez história na região.

A cadela que atua agora em Petrópolis segue os passos de seu antecessor, Ice, que foi o primeiro cão guarda-vidas e participou de missões nacionais importantes, como na tragédia de Mariana (MG).

Dupla foi certificada e iniciou os trabalhos em Itajaí em abril do ano passado – Foto: CBMSC/DivulgaçãoDupla foi certificada e iniciou os trabalhos em Itajaí em abril do ano passado – Foto: CBMSC/Divulgação

Thiago também segue os passos do pai, o sargento RR Evandro Amorim, que fez história com o cão Ice, atuando anos também em Itajaí e hoje curte a aposentadoria e ainda anima e auxilia muitas crianças na terapia assistida com cães.

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