O Sol que brilha tímido nos últimos dias não é o desejado, mas o turista é aguardado para a primeira temporada pós-pandemia em Florianópolis. Alguns deles já começaram a chegar a cidade.
Casos de afogamento nos primeiros dias de calor acendem alerta – Foto: CBMSC/Reprodução/NDDifícil é olhar para o mar e não entrar. Aí, que mora o perigo. O número de afogamentos na alta temporada de verão de 2022 chegou a 56, 27% a mais comparado ao ano anterior. Por isso, quem agora está se jogando na água são os novos voluntários que ajudarão no resgate e salvamento dos banhistas.
“O conhecimento é passado gradativamente, desde a parte de técnicas de natação, já introduzindo alguma coisa de salvamento aquático. Chegando ao final do curso, vão ser repassadas as questões mais avançadas. (…) É um curso que é bastante completo, de seis semanas”, explicou o capitão do CBMSC (Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina), Pedro Soares de Paula.
Esse é o curso oferecido pelos Bombeiros para formar novos profissionais. São duas turmas, uma no Norte e outra no Sul da Ilha, aprendendo sobre atendimento pré-hospitalar, recuperação de afogados, técnicas de natação e salvamento, das quais sairão 65 formandos.
O autônomo Brendon Menezes Alexandre é um deles: “É um curso muito preparatório para a gente, tem muito conhecimento para passar para os alunos. É um curso que vai deixar a gente especializado pro que a gente vai fazer na praia”, disse.
O curso começou em 31 de outubro e vai até o dia 9 de dezembro, antes de começar a alta temporada em 17 de dezembro. A ideia é trazer mais segurança para o banhista.
Durante esse ano, foram mantidos postos ativos nas praias Mole, Joaquina, Santinho, Barra da Lagoa e Ingleses todos os dias. E aos fins de semana no Campeche, Novo Campeche e Matadeiro. A expectativa agora é ampliar os 40 postos abertos para 70 até dezembro.
De acordo com o capitão dos Bombeiros, “tem uma preparação, que já começa na metade do ano, de reformas estruturais, algumas parcerias que são feitas, para poder chegar antes da alta temporada com todos os postos em condições, para que a gente possa dar condições para os guarda-vidas atuarem”.
Os formandos se juntarão aos 300 voluntários que já trabalham no verão e que passaram pelo processo de recertificação dos Guarda-Vidas Voluntários da Capital. A argentina Agostina Perez está ansiosa pela oportunidade. Ela já exerce a função em seu país de origem, mas destacou o quanto o curso é referência para desempenhar melhor o salvamento.
“Lá na Argentina, na minha terra, se fala muito do curso daqui do Brasil, que é muito bom e profissional. É muito, muito bom”, afirmou Agostina.
Confira mais informações na reportagem do Balanço Geral Florianópolis!