Bombeiros de SC começam trabalhos em Petrópolis; número de mortes sobe

Duas equipes de SC atuarão no resgate das vítimas da tragédia de Petrópolis; número de mortes subiu para 140

Redação ND e Estadão Conteúdo Rio de Janeiro e Florianópolis

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Os cinco militares do Corpo de Bombeiros de Santa Catarina enviados a Petrópolis, no Rio de Janeiro, começaram os serviços neste sábado (19). Eles auxiliarão no resgate das vítimas da tragédia decorrente das fortes chuvas. Segundo a última atualização, já foram registradas 14o mortes e 213 desaparecidos.

Bombeiros de SC chegaram em PetrópolisEquipe chegou ao Rio de Janeiro neste sábado e já fez reconhecimento do local – Foto: CBMSC/Divulgação/ND

Neste primeiro dia, o comandante da operação, Capitão Alan, contatou a equipe de bombeiros do Rio de Janeiro e, após traçarem estratégias para o trabalho, realizaram o reconhecimento do local. Um segundo grupo enviado de Santa Catarina deve chegar ao Rio de Janeiro no fim da tarde deste sábado (19).

A previsão é que as duas equipes catarinenses comecem os trabalhos de resgate neste domingo (20), uma vez que a chuva impossibilita o início imediato das atividades na área.

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Para reforçar o combate à tragédia, outros estados do Brasil também estão mandando efetivos militares. Os profissionais de Santa Catarina foram enviados acompanhados de cães farejadores – os chamados binômios.

Cenário e número de mortes

Desde às 13h, quando foi feita a primeira atualização deste sábado (19), duas novas vítimas dos deslizamentos, desabamentos e soterramentos foram identificadas. No fim da tarde deste sábado, o total é de 14o mortos e 213 desaparecidos.

Dentre as vítimas fatais, 97 já foram identificados até esta data. Outras 24 pessoas foram resgatadas desde o início da operação. No entanto, o Corpo de Bombeiros da cidade enfrenta dificuldades para chegar a alguns locais, por causa dos escombros e do risco de novos desabamentos.

FRAME – Equipe chegou ao Rio de Janeiro neste sábado e já fez reconhecimento do local – Foto: CBMSC/Divulgação/NDFRAME – Equipe chegou ao Rio de Janeiro neste sábado e já fez reconhecimento do local – Foto: CBMSC/Divulgação/ND

Para auxiliar nos trabalhos, funcionários da prefeitura e moradores trabalham com tratores, escavadeiras, pás e até com as próprias mãos para remover entulhos e desobstruir ruas da cidade serrana. Pelo menos 930 pessoas estão desabrigadas, segundo informações do Estadão.

“Ainda tem muita gente desaparecida”, constata o capitão licenciado do Corpo de Bombeiros, Leonardo Farah, que trabalhou nas tragédias de Mariana e Brumadinho e, agora, está voluntariamente em Petrópolis.

Conforme os dias vão passando, no entanto, as chances de ainda encontrar alguém com vida são reduzidas.

“A cidade está toda destruída, inteiramente colapsada. Para chegarmos na frente de trabalho é difícil, muitas vezes os carros não chegam e é preciso ter maneiras de tirar as equipes rapidamente de lá, se houver um novo deslizamento.”

O prefeito de Petrópolis, Rubens Bomtempo (PSB), disse logo após encontro com o presidente da República, Jair Bolsonaro, que a cidade tem como principal prioridade o resgate das vítimas, mas assinalou a importância de desobstruir as vias para facilitar o trabalho de todos, até de reconstrução.

Chuva persiste em Petrópolis, na região Serrana do Rio de Janeiro – – Vídeo: CBMSC/Divulgação/ND

“Num primeiro momento, nossa maior prioridade são as frentes de trabalho de resgate às vítimas. Num segundo momento, já concomitante, liberar as principais artérias do município para poder manter e garantir os serviços essenciais, como retorno da luz, coleta de lixo, transporte público e, também, poder acolher todas as vítimas e seus familiares”, comentou Bomtempo.

*A reportagem conta com informações do Estadão.

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