Um novo equipamento será usado para rastrear o avião de Santa Catarina que desapareceu com três brasileiros na Argentina, segundo a Defesa Civil de Chubut.
Selfie tirada pelos tripulantes do avião que desapareceu na Argentina – Foto: Diario Jornada/Reprodução/NDO diretor de Defesa Civil de Chubut, José Mazzei, explicou à Radio Chubut que a guarda costeira tem um sistema de “varredura hidrográfica lateral” que vai permitir um arrasto do fundo do mar, a cerca de 1.800 metros da costa, numa formação de restingas.
A operação de buscas se concentrará em um ponto do mar onde foi captado o último sinal de celular do grupo, a cerca de 2 mil metros da costa de Comodoro Rivadavia, no mar.
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Sinal de celular de um dos passageiros redireciona buscas por avião brasileiro desaparecido na Argentina. – Foto: Gil Jesus/NDMazzei embarcou nesta terça-feira (19) com a equipe de buscas e salvamento da Prefeitura Naval Argentina, para realizar ações de rastreamento onde se presume que a aeronave caiu, disse à mesma rádio.
Um robô com câmera destinada ao estudo da vida marinha fornecido pelo Cenpat-Conicet, órgão argentino dedicado para a promoção da ciência no país, havia sido usado para realizar varreduras no fundo do oceano. No entanto, Mazzei disse que equipamento não funcionou para as buscas.
Relembre o caso
No dia 6 de abril o avião catarinense desapareceu na Argentina. A aeronave Van’s RV-10 era ocupada pelo empresário Toninho Ramos, o advogado Mário Pinho e o médico Gian Carlos Nercolini.
O voo saiu de El Calafate, Sul da Argentina, com destino a Trelew, na Patagônia. O último contato registrado foi com o CCA (Centro de Controle de Área) de Comodoro Rivadavia.
O CCA alertou o serviço de busca e salvamento após várias tentativas de comunicação, mas sem sucesso. O alerta foi ativado e o protocolo de busca pela aeronave também. As buscas começaram no mesmo dia.