Cachorrinha de Itapema morre após ingerir petiscos suspeitos de intoxicação

Tutoras registraram a denúncia do caso no Ministério de Agricultura; já são mais de 50 denunciais de animais mortos por suposta intoxicação

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Redação ND Itajaí

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As tutoras de uma cachorrinha da raça Shih-tzu que vivem em Itapema, no Litoral Norte de Santa Catarina, denunciaram a morte da cachorrinha de intoxicação após consumir petiscos da marca Bassar Pet Food.

De acordo com o relato de Renata, uma das tutoras, no dia seguinte após consumir o petisco, no início de agosto, Luna começou a apresentar vômito e prostração e precisou ser internada.

Cachorrinha de Itapema morreu após comer petiscos suspeitos de intoxicação – Foto: Reprodução/InternetCachorrinha de Itapema morreu após comer petiscos suspeitos de intoxicação – Foto: Reprodução/Internet

Luna piorou gravemente do caso, os rins dela pararam, além de problemas no pâncreas e outras complicações que resultaram na morte da cachorrinha. A causa da morte foi insuficiência renal.

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Após a explosão dos casos, as tutoras registraram um boletim de ocorrência e denunciaram o caso ao Ministério da Agricultura. Até agora são mais de 50 casos no Estado.

Governo suspende uso de matéria prima

O Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) determinou nesta terça-feira (6), a suspensão imediata do uso em linhas de produção de dois lotes da matéria-prima propilenoglicol da empresa Tecno Clean Industrial LTDA. Foram encontradas irregularidades na fábrica.

O produto faz parte dos ingredientes usados na fabricação dos alimentos para animais da Bassar Pet Food, empresa que produz os petiscos suspeitos de intoxicar e matar cães pelo Brasil. Ele tem a finalidade de manter o petisco seco. As informações foram divulgados na quarta-feira (7).

O Mapa determinou que as indústrias registradas no Ministério que tenham comprado os dois lotes de propilenoglicol suspendam imediatamente o uso.

“As empresas fabricantes de produtos para alimentação animal registradas no Mapa também devem identificar os produtos fabricados com o uso dessas matérias-primas e, caso encontrem, devem fazer o recolhimento no comércio atacadista e varejista”, determinou o órgão.

“Os procedimentos deverão ser comunicados aos serviços de inspeção de produtos de origem animal de cada jurisdição, para controle e ações complementares do Mapa”, completou o Ministério da Agricultura.

A reportagem do R7 tenta contato com a Tecno Clean Industrial Ltda. Em nota, a Bassar Pet Food declarou que é “a maior interessada no esclarecimento dos fatos”.

Segundo a companhia, os exames preliminares do Mapa indicaram que os lotes de propilenoglicol da Tecno Clean estavam contaminados com etilenoglicol. A substância é um anticongelante tóxico. Um laudo da Polícia Civil de Minas Gerais também já havia indicado a presença do produto em um dos petiscos da Bassar.

“A empresa está realizando um recall de todos os seus produtos junto a seus consumidores, solicitando que entreguem no local de venda os itens que já tenham adquirido anteriormente. A Bassar Pet Food já vinha recolhendo todas as suas linhas do varejo nacional e havia interrompido sua produção na semana passada”, declarou a Bassar Pet Food.

*Com informações do R7

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