Um cachorro salvou a família ao alertar sua tutora sobre um incêndio que havia iniciado na casa. O caso aconteceu na madrugada desta quinta-feira (30), em Blumenau. O lar foi completamente destruído, mas os moradores conseguiram sair a tempo e não se feriram.
Cachorro salva família de incêndio em casa de Blumenau: ‘a gente largou tudo e saiu correndo’ – Foto: NDTV/Corpo de Bombeiros/Reprodução NDEm entrevista para a NDTV, a proprietária da casa, Maria Gonçalves, comentou que acordou por volta das 1h20 da madrugada, após ouvir um estralo. Ela chegou a sentar na cama, mas achou que havia tido um pesadelo e deitou novamente.
O cachorro da família, chamado Marley, foi quem alertou Maria sobre o perigo que ela e a família corriam.
Seguir“O cachorro bateu na porta, entrou e veio em cima de mim. Ele estava desesperado e eu achei que, como sempre, era água, ração ou xixi, então levantei e fui ajudá-lo”.
Ao chegar na sala, ela se deparou com as chamas e gritou para que o filho e marido saíssem dos quartos.
“A gente largou tudo e saiu correndo. Foi em cinco minutos, o fogo foi se alastrando e perdemos tudo, mas Deus é maior e estamos aqui. Já passei por uma batalha, vou passar por outra”, disse emocionada.
Nos destroços do que antes foi o lar de uma família, diversas pessoas estenderam os braços e ajudaram os amigos a enfrentarem o momento difícil.
“Não tem nem explicação para essa amizade, tem aí 20, 30 amigos ajudando. Vamos reconstruir e bola para frente, porque bens materiais a gente corre atrás, a saúde vem em primeiro lugar”, destacou Maria.
No registro, Marley corre para os braços de sua tutora – Vídeo: NDTV
Como o incêndio começou
O Corpo de Bombeiros Militar confirmou para a reportagem da NDTV que o incêndio iniciou em um celular que estava carregando na sala da casa.
O caso aconteceu na Rua Manoel Batista, sendo a construção de madeira completamente destruída pelo fogo. A equipe dos bombeiros trabalhou por cerca de uma hora no incêndio e mais duas horas na fase de rescaldo.
Ao todo, 18 mil litros de água foram utilizados para combater o fogo, mobilizando dois caminhões-tanque e outras duas viaturas da corporação.
Outro caso semelhante aconteceu no mês de julho
Na madrugada do dia 18 de julho, Tatiana Mari da Silva sofreu um susto e tanto após seu carregador portátil pegar fogo enquanto ela dormia. A mulher foi acordada pelo namorado por volta das 1h, que a alertou sobre o aparelho estar em chamas dentro da bolsa.
O caso aconteceu na Rua Antônio Zendron, no bairro Valparaíso. Tatiana abriu sua bolsa e jogou o carregador no chão, apagando o fogo logo em seguida. Na ocasião, ela acabou inalando fumaça e chegou a passar mal.
Na época, a mulher ainda disse que tinha o hábito de deixar o celular carregando perto dela, até mesmo enquanto dormia.
O caso também foi abordado no programa Tribuna do Povo da NDTV, que trouxe um especialista para explicar os perigos que envolvem os carregadores e baterias.
“Quando nós temos bateria de lítio, utilizada hoje, qualquer temperatura a mais, qualquer componente que esteja em curto ou alguma coisa que esteja aumentando sua temperatura pode sim gerar uma combustão na bateria”, disse Vilmar Massaneiro Junior, entusiasta da tecnologia.
Ele citou exemplos e destacou que, para viagens de avião, não é permitido carregar baterias nas malas, justamente para manter a segurança caso situações como o de Tatiana aconteçam.
Cuidados com carregadores e aparelhos
Vilmar ainda informou que é preciso ficar atendo ao carregador que está utilizando, assim como o aparelho celular.
“O celular apresenta sintomas. Você pode estar com o aparelho e ele começa a aumentar a temperatura. Ao colocar para carregar, esquenta ainda mais e isso pode representar que, em algum momento, ele pode entrar em combustão”.
Quanto aos cuidados necessários, o entusiasta destacou que não é aconselhável deixar o celular carregando muito próximo, especialmente debaixo do travesseiro. O ideal é deixar a cerca de um metro de distância.
Além disso, enfatizou que, na compra de um carregador, é preciso procurar por uma marca que reconheça o próprio produto.
“Não necessariamente o fabricante do celular, pode ser uma marca independente, mas que assine o próprio produto. Isso é um ponto extremamente importante”.
* Contribuiu a repórter Isabella Dotta