Câmara de Joinville investiga vereador preso por porte ilegal de arma

Alvo da Operação Profusão, o vereador Mauricinho Soares (MDB) foi preso na última quinta-feira. Conselho de Ética da Câmara aprovou investigação

Foto de Redação ND

Redação ND Joinville

Receba as principais notícias no WhatsApp

O vereador Mauricinho Soares (MDB), alvo da Operação Profusão e preso por porte ilegal de arma, será alvo de investigação pelo conselho de ética da Câmara dos Vereadores de Joinville. Ele foi preso no último dia 30, mas pagou fiança de R$ 12 mil e foi solto.

O pedido de investigação foi feito pelo presidente da Câmara, Diego Machado (PSDB), e aprovado por 13 vereadores da casa. O pedido permite que o conselho investigue Mauricinho por quebra de decoro parlamentar.

O conselho que vai apurar os fatos é formado por cinco vereadores: Wiliam Tonezi, Neto Peters, Cassiano Ucker, Lucas Souza e Adilson Girardi.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

A Operação Profusão investiga esquema para inserção de dados falsos em sistema de informações para beneficiar motoristas penalizados com a suspensão do direito de dirigir.

Vereador preso por porte ilegal teria ligação com esquema de fraude

Segundo a Polícia Civil, o vereador tinha ligação próxima com um servidor terceirizado do Ciretran-Joinville. “Ele usava do cargo para dar credibilidade ao esquema e cooptar motoristas para utilizarem o serviço fraudulento”, de acordo com o delegado Pedro Alves.

Vereador preso Mauricinho SoaresDefesa do vereador Mauricinho Soares classificou a prisão como uma intriga política – Foto: CVJ/Divulgação/ND

Sobre a prisão de quarta-feira (30), a defesa do vereador Mauricinho Soares classificou a prisão como uma intriga política. “O vereador foi alvo de uma investigação policial decorrente de fatos que já estão sendo esclarecidos e que não passam de intrigas políticas.

A defesa quer registrar que o vereador é uma pessoa proba, que sempre manteve sua vida na honestidade e dedicada a família e seus eleitores”, declarou o advogado Francisco Jorge.

Segundo as investigações, os suspeitos montaram um esquema que permitiu a inserção de um grande número de informações falsas nos sistemas do Detran, permitindo que mais de 100 motoristas fossem liberados indevidamente com a liberação de penalidades aplicadas contra eles.

Além do vereador de Joinville, os alvos da operação são agentes públicos terceirizados do Detran, um despachante seus funcionários, e um funcionário de um escritório de advocacia especializado em multas de trânsito.

Tópicos relacionados