Câmeras de segurança vão comprovar se argentinas eram mantidas presas em boate de Bombinhas

Polícia Civil de Bombinhas cumpriu mandados de busca e apreensão em boate onde duas argentinas afirmam que foram estupradas e mantidas em cárcere privado

Foto de Grazielle Guimarães

Grazielle Guimarães Itajaí

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A boate em Bombinhas, Litoral Norte de Santa Catarina, onde duas argentinas afirmam que eram mantidas em cárcere privado e estupradas por proprietário foi alvo de mandados de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira (25).

A Polícia Civil investiga o caso e quer comprovar se as mulheres eram realmente mantidas presas no local e em quais condições atuavam na boate, já que o dono do estabelecimento nega as acusações.

Imagem mostra policiais em operação em boate de onde argentinas fugiramPolícia vai analisar imagens do circuito interno de boate para entender se argentinas eram mantidas presas em Bombinhas – Foto: Polícia Civil/Reprodução

Na boate, os policiais apreenderam telefone celular, imagens do circuito interno das câmeras de segurança, além de uma pequena quantidade de droga. O suspeito foi conduzido por posse de drogas para consumo pessoal.

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Ainda de acordo com a Polícia Civil, a investigação passa agora para uma nova etapa. Serão analisadas as imagens e o conteúdo do telefone celular do suspeito, conforme autorizado pela Justiça.

Policiais apreendendo as câmeras de segurança para comprovar a situação das argentinas na boateCâmeras de segurança vão comprovar situação em que argentinas atuavam em boate – Foto: Polícia Civil/Reprodução

Os equipamentos serão enviados à Polícia Científica, e depois a equipe de investigação elaborará um minucioso relatório sobre o que foi encontrado.

Participaram da operação, policiais civis de Bombinhas, Porto Belo, da Operação Estação Verão e do Núcleo de Operações com Cães (NOC) da DEIC.

Argentinas afirmam que foram sequestradas e estupradas, dono de boate nega

Ainda de acordo com a Polícia Civil, em depoimento, as vítimas alegaram que ficaram trabalhando no local por duas semanas , porém de acordo com o delegado que preside a investigação nada ainda foi comprovado.

O suspeito nega todas as acusações , disse que nunca manteve as mulheres em cárcere privado e que não praticou qualquer tipo de irregularidade no estabelecimento.

Dois carros da Polícia Civil estacionado em frente à boate onde argentinas, supostamente, estavam em cárcere privado e foram estupradasDono de boate nega acusações de argentinas – Foto: Polícia Civil/Reprodução

No momento, não há suspeita de tráfico de pessoas e as vítimas não estão em Programa de Proteção. Uma delas está retornando para a Argentina com apoio da Assistência Social do município de Bombinhas e a outra vítima vai permanecer no país e disse que vai continuar a vida dela normalmente.