O Canil do 9º Batalhão de Polícia Militar de Criciúma completou 20 anos de atividade. Para comemorar a data, foi realizada um cerimônia para aposentar a cadela Flecha, que trabalhou durante 10 anos para a PM (Polícia Militar). O evento foi realizado na tarde da última sexta-feira (17).
Solenidade de aposento da cadela Flecha – Foto: PMSC/Reprodução/NDDe acordo com a Polícia, a cadela chegou no 9º BPM com poucos meses de vida e desenvolveu habilidades no faro. Participou de diversas abordagens e operações, e foi responsável por achar grande quantidade de drogas. Agora, Flecha viverá com uma família em Nova Veneza.
“Ela foi um dos cães que ‘mais prendeu gente’. Uma cadela com um faro muito aguçado, habilidade grande, dificilmente não encontrava entorpecentes escondidos nas áreas utilizadas pelos traficantes”, disse o comandante do 9º BPM, tenente-coronel Mário Luiz Silva.
SeguirDesde 2013, os cães auxiliam os policiais militares em ocorrências que exigem o faro, buscas e capturas e na guarda e proteção de eventos. Os animais também atuam na localização de armas e drogas, na busca de fugitivos em matas, resgate de pessoas perdidas e na segurança de eventos, como jogos de futebol.
O comandante do Batalhão explica a importância dos cães no policiamento. “Ao longo desses 20 anos de policiamento com cães no 9º Batalhão, o conjunto policial militar e cão demonstrou ser uma excelente ferramenta no combate ao crime e prevenção. O cachorro tem uma versatilidade muito grande para atuação na atividade policial e atua como um terceiro integrante da guarnição”, disse.
Para ingressar na unidade, os animais são treinados por aproximadamente um ano e meio. Durante o treinamento, eles passam por um período de adaptação de barulho, pessoas, locais e ambientes.
Cada cachorro tem um adestrador responsável, que também é responsável pela manutenção do canil. Os cães chegam, ainda filhotes, começam a construir um vínculo de amizade e parceria com o adestrador.
Os cachorros trabalham até aproximadamente os oito anos. Após este período, são aposentados e encaminhados para adoção. Nesse processo, a Polícia dá prioridade para o policial que trabalhou com o cão por anos para ficar com o animal.