Uma criança de 12 anos que se perdeu da avó foi reencontrada horas depois pela Guarda Municipal, em Florianópolis. O episódio ocorreu na noite dessa terça-feira (11).
O menino, que é autista, foi avistado pelos guardas no Tican (Terminal de Integração de Canasvieiras), no Norte da Ilha de Santa Catarina.
Para acalmar o garoto, os agentes convidaram a criança para conhecer o cachorro de buscas – Foto: GMF/Divulgação/NDFiscais do terminal de ônibus fizeram contato pelo 153 da Guarda Municipal e informaram que havia um garoto sozinho, por volta das 19h. Poucos minutos depois, a equipe recebeu o chamado da avó, que estava aflita em busca do neto.
SeguirO menino se perdeu após sair de uma clínica médica, onde estava sob os cuidados dos avós. Eles não perceberam o momento do desaparecimento, que ocorreu ainda durante a tarde daquela terça.
Uma guarnição do Núcleo de Operações com Cães, integrante da Guarda, foi até o Tican. Eles chegaram no local por volta das 20h30.
A criança foi encontrada desorientada e nervosa no meio das pessoas que esperavam os ônibus. O garoto não queria ir com os agentes, e só aceitou sair de lá após saber que tinha um cachorro na viatura. Foi a presença do cão que o tranquilizou, contou Rodrigo Bassi, que faz parte do núcleo.
Após o resgate, a criança foi levada até o encontro da família.
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Casos são frequentes
O resgate de idosos, pessoas com problemas psiquiátricos e crianças é um trabalho constante da Guarda Municipal, conta o subcomandante Ricardo Pastrana.
Um dos últimos casos de destaque ocorreu no Réveillon. Na praia lotada, os guardas contaram com ajuda das palmas do povo para encontrar a criança – sinal que indica a realização de buscas por desaparecidos.
Os agentes costumam receber as denúncias principalmente quando estão na rua em rondas. A primeira etapa é colher informações referentes aos desaparecidos e sobre o local onde se perderam.
O material é compartilhado nos grupos internos, compostos por guardas distribuídos por toda a Capital. Os comerciantes também são consultados sobre o paradeiro das vítimas, por meio de um grupo de WhatsApp que reúne agentes e donos dos estabelecimentos.
As equipes do Núcleo de Operações com Cães também são fundamentais para as buscas. Por meio do cheiro das vestimentos e dos objetos utilizados pelas vítimas, os cães realizam buscas mesmo em regiões de mata.
“Eles conseguem sentir o faro mesmo que a vítima esteja a 15 km de distância, é impressionante”, conta Pastrana.
O subcomandante reforça a importância de serem realizadas denúncias pelo 153, ferramenta ainda pouco utilizada pela população. O registro de boletim de ocorrência em qualquer delegacia de Polícia Civil também é necessário.