Carrefour compra espaço na TV para pedir desculpas por morte no RS

Noel Prioux, presidente do Grupo Carrefour no Brasil, disse: "Assumimos hoje o compromisso de ajudar a combater o racismo estrutural"; Confira o comunicado

CARLOS ESTÊNIO BRASILINO, do Metrópoles Brasília

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Dois dias depois do assassinato de João Alberto Silveira Freitas, 40 anos, após ser brutalmente espancado por seguranças de um supermercado Carrefour em Porto Alegre (RS), o Grupo Carrefour no Brasil se pronunciou publicamente.

Noel Prioux, presidente do Grupo Carrefour no Brasil, em comunicado – Foto: Reprodução/Metrópoles/NDNoel Prioux, presidente do Grupo Carrefour no Brasil, em comunicado – Foto: Reprodução/Metrópoles/ND

Em espaço pago durante intervalo do Jornal Nacional, na TV Globo, neste sábado (21), lideranças do grupo pediram desculpas pela “tragédia de dimensões incalculáveis” e prometeram ações para combater o racismo estrutural no Brasil.

Noel Prioux, presidente do Grupo Carrefour, disse que o assassinato de João Beto está além de sua compreensão. “Como homem branco e privilegiado que sou”, ressaltou.

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Segundo Prioux, a morte de João Alberto não pode passar em vão. “É por isso que assumimos hoje o compromisso de ajudar a combater o racismo estrutural”.

O presidente do grupo ainda prometeu divulgar, nos próximos dias, as iniciativas e o comitê dedicado a esta causa.

Já João Senise, vice-presidente de Recursos Humanos, destacou que o que aconteceu em Porto Alegre “não representa quem somos e nem os nossos valores”. E informou que “57% dos colaboradores do Carrefour são negros e negras e mais de um terço dos gestores se declaram pretos ou pardos”.

Veja o comunicado na íntegra: