A movimentação de forças de segurança chamou a atenção na manhã desta terça-feira (6), em Bela Vista do Toldo, no Planalto Norte de Santa Catarina. O Ministério Público deflagrou a quarta fase da Operação Et Pater Filium em força-tarefa envolveu 73 policiais militares, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e da DIC (Divisão de Investigação Criminal) de Canoinhas.
Mandados de busca e apreensão foram cumpridos na prefeitura de Bela Vista do Toldo e em outros endereços na cidade e em Canoinhas – Foto: JMais/DivulgaçãoForam cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 23 de busca e apreensão até o momento. Os presos são suspeitos de integrar organização criminosa que pratica crimes contra a administração pública, corrupção, fraudes em licitações e peculato. Os mandados estão sendo cumpridos em Bela Vista do Toldo e Canoinhas.
A investigação iniciou ainda em 2020, quando o prefeito de Major Vieira, Orildo Antônio Severgnini e seu filho, Marcus Vinicius Brasil Severgnini foram presos. Os dois continuam em prisão preventiva.
SeguirAgora, o MPSC apura a participação de outros agentes públicos e empresários em fraudes que envolvem os setores da construção civil e elétrico.
Um dos alvos da operação é a casa do prefeito Adelmo Alberti (PSL), que está em Florianópolis para cumprir agenda na Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina) e está impedido de sair do hotel no qual está hospedado com outros seis vereadores.
Os policiais recolheram diversos documentos na casa do prefeito e na prefeitura. Além dos dois endereços, mandados foram cumpridos na residência de aliados políticos de Alberti e de, ao menos, um empreiteiro.
A reportagem do ND+ tentou entrar em contato com o prefeito, mas não obteve retorno.