A casa noturna onde o agente penitenciário temporário, Sergio Murilo dos Santos, foi morto a tiros em Palhoça, na Grande Florianópolis, na madrugada da última segunda-feira (15), estava funcionando de forma irregular.
Agente penal foi morto na madrugada da última segunda-feira – Foto: Internet/Reprodução/NDDe acordo com a delegada regional de Palhoça, Patrícia Fronza Vieira, a casa noturna Las Vegas, no bairro Bela Vista, respondia por um procedimento administrativo por conta do descumprimento das medidas sanitárias durante a pandemia da Covid-19.
Ainda conforme a delegada, o novo alvará da Polícia Civil não foi expedido desde a abertura do procedimento. Vale ressaltar que o alvará anual policial é necessário para pessoas jurídicas que exploram diversas atividades, por exemplo, instalações de boates, discotecas, salões de bailes e similares.
SeguirA exigência prevê estabelecer critérios de segurança e ordem pública a serem observados durante a autorização de funcionamento pela Polícia Civil.
Ainda conforme a delegada Patrícia Vieira, a casa noturna foi fechada pelos agentes e a proprietária prestará depoimento até sexta-feira (19).
A reportagem do ND+ entrou em contato com a Las Vegas, mas não houve retorno até a publicação. O espaço segue em aberto.
Além disso, a Prefeitura de Palhoça também foi procurada para saber a situação do alvará, mas ainda não houve retorno.
Relembre o caso
Sergio Murilo dos Santos, de 35 anos, foi morto a tiros em uma balada em Palhoça, na Grande Florianópolis, na madrugada da última segunda-feira (15).
De acordo com testemunhas, o suspeito do crime havia sido preso no complexo penitenciário em que a vítima trabalhava, onde teriam tido uma desavença.
Conforme a PMSC (Polícia Militar de Santa Catarina), Sergio Murilo foi atingido várias vezes no rosto e foi encontrado no chão, com muito sangue, já aparentemente sem vida, por volta das 4h20 da madrugada. A delegada regional de Palhoça, Patrícia Fronza Vieira, confirmou que o suspeito foi preso em fragrante.
O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado para fazer o primeiro atendimento, no qual já foi constatada a morte. A arma de Sérgio estava no local, mas não foi possível cadastrá-la para preservar a cena do crime até a chegada do IGP (Instituto Geral de Perícias).
Eliselson Rodrigues Felisberto, de 28 anos, é o principal suspeito do crime e tem diversas passagens policiais por tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo, ameaça, furto e receptação.
O suspeito foi encaminhado ao Hospital Regional de São José por volta das 6h, com um disparo na coxa. Ele foi atendido e liberado pelos médicos, e depois foi preso em flagrante.
Além disso, o DPP (Departamento de Polícia Penal) confirmou, por meio de nota, a morte do agente penal temporário e que ele trabalhava no Cope (Complexo Penitenciário do Estado), em São Pedro de Alcântara.