Casal que vendia remédio abortivo pela internet é preso em Balneário Camboriú

Conforme a delegada responsável pelo caso, o casal já havia sido preso em flagrante em 2020, quando foi condenado por crimes semelhantes

Foto de Gabrielle Tavares

Gabrielle Tavares Florianópolis

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Um casal de 30 e 39 anos foi preso em Balneário Camboriú na sexta-feira (6) por vender remédio abortivo para todo o país, através de sites clandestinos e telefone. Segundo a Polícia Civil do Paraná, que comandou a investigação, a organização criminosa da qual eles faziam parte já havia sido desarticulada em 2020, mas voltou a atuar ilegalmente neste ano.

Remédio abortivo no chão do carro do suspeito preso em CuritibaRemédio abortivo foi encontrado no carro do suspeito – Foto: Divulgação/Polícia Civil/ND

Na época, o casal também foi preso em flagrante e condenado por crimes semelhantes aos indiciados agora.

O terceiro integrante do grupo foi preso em Curitiba (PR), um homem de 41. Ao todo, a operação que prendeu os suspeitos cumpriu sete mandados de busca e apreensão, mobilizando 20 policiais do Paraná e 10 de Santa Catarina.

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Remédio abortivo podia custar até R$ 2 mil

Na residência do casal em Balneário Camboriú, foram apreendidos 164 comprimidos abortivos. Segundo as investigações, a mulher liderava o esquema, sendo responsável pelas vendas, enquanto o homem realizava entregas em Santa Catarina.

Já o integrante do grupo que atuava em Curitiba tinha medicamentos escondidos no carro e na sola dos sapatos. Segundo a delegada da PCPR, Aline Manzatto, ele entregava os comprimidos em toda região metropolitana de Curitiba.

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    Remédio abortivo foi encontrado na sola do sapato do suspeito - Divulgação/Polícia Civil/ND
    Remédio abortivo foi encontrado na sola do sapato do suspeito - Divulgação/Polícia Civil/ND
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    Três suspeitos foram presos por vender remédios abortivos em Santa Catarina e no Paraná - Divulgação/Polícia Civil/ND
    Três suspeitos foram presos por vender remédios abortivos em Santa Catarina e no Paraná - Divulgação/Polícia Civil/ND

“Os valores variavam entre R$ 600 e R$ 2.200 conforme a quantidade necessária para o procedimento, dependendo da idade gestacional do feto”, relatou a delegada.

Os detidos responderão por falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais e associação criminosa.

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