Nesta quarta-feira (12) o Estado de Pernambuco, a Polícia Civil e a Polícia Científica de Pernambuco anunciaram em uma coletiva de imprensa os detalhes sobre a identificação do assassino no Caso Beatriz.
A pequena completaria 14 anos em 2022 – Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução/NDBeatriz Angélica Mota tinha 7 anos quando foi encontrada morta, com 42 facadas, durante uma festa de formatura na escola da irmã, em Petrolina, no Estado de Pernambuco.
O caso aconteceu em 2015, e nesta semana, seis anos depois, a polícia divulgou quem é o assassino.
SeguirA pequena teria se distanciado dos pais para beber água e desapareceu. A última imagem da criança foi registrada às 21h59 do dia 10 de dezembro de 2015. Minutos depois o corpo dela foi encontrado atrás de um armário, com marcas de facadas, com a arma do crime ao lado.
Minutos antes do crime, ela estava ao lado dos pais – Foto: Internet/Reprodução/NDPerícia do local e demora nas respostas
No cabo da faca, foi encontrado DNA do assassino. O material foi comparado com o material genético de 125 pessoas, consideradas suspeitas. Todas essas amostras foram coletadas pelos peritos pernambucanos do Instituto de Genética Forense Eduardo Campos, desde 2015.
Armário onde o corpo foi localizado – Foto: Internet/Reprodução/NDA família de Beatriz iniciou uma caminhada, em dezembro de 2021, para chamar atenção ao caso e pedir respostas da polícia, já que não tinham nenhuma informação nova sobre a resolução do crime.
Foram 712 km percorridos. Lucinha, mãe da criança, saiu de Petrolina – cidade cenário do crime -no dia 5 de dezembro de 2021, com destino ao Recife. A família chegou ao local no dia 28 de dezembro de 2021. A missão era ir a pé até o Palácio das Princesas, sede do Governo do Estado, para pedir justiça por Beatriz.
Os pais de Beatriz passaram os últimos 6 anos lutando por respostas – Foto: Internet/Reprodução/ND“Ninguém entra no Colégio Auxiliadora sem ser conduzido por alguém, principalmente para entrar naquelas salas ali. O DNA por si só não é suficiente. Confessar não é suficiente. Tem que ter mais elementos. Muita coisa precisa se encaixar”, declarou a mãe.
Assassino é identificado
Nesta terça (11), o suspeito Marcelo da Silva, 40, que já estava preso pelo crime de estupro de vulnerável desde 2017, confessou ser o autor da morte da menina. Segundo a SDS (Secretaria de Defesa Social) de Pernambuco, o crime não foi premeditado.
Marcelo estava preso desde 2017 e só agora confessou o crime – Foto: Polícia Civil/Divulgação/ND“Ao haver contato do assassino com a vítima, ela teria se desesperado e, por isso, foram dados os golpes de faca. Essa teria sido a motivação”, disse Humberto Freire, secretário da SDS.
Marcelo Silva disse em depoimento que conseguiu entrar na escola, onde era realizado um evento com mais de duas mil pessoas, para “pedir dinheiro” e acabou sendo visto pela menina. Ele se assustou e matou a criança.
Marcelo tem um histórico de crime sexual contra menor, segundo a polícia, e está preso por ter cometido um crime dessa natureza, em 2017.
De acordo com a Secretaria, o perfil do acusado foi inserido no banco genético estadual apenas em 2019.
“Para que a gente tenha um confronto positivo, a gente precisa ter o perfil genético do vestígio e da pessoa. A partir desse refinamento no banco, surgiu esse primeiro indicativo, diversas outras análises são necessárias para comprovação”, justificou o secretário.
A mãe de Beatriz em uma coletiva na época do assassinato da criança – Foto: Marina Meireles/Reprodução/ND“Confessar para mim não é suficiente. Precisa de mais elementos, muita coisa precisa se encaixar. Uma coisa é certa: eu estou pedindo muito a Deus para que seja ele, para que a gente possa ter paz, para que Beatriz tenha um inquérito justo e que o assassino pague por essa barbárie”, finalizou Lucinha, bastante emocionada, em uma live na internet.
Confira o vídeo completo:
Ver essa foto no Instagram