Catarinense escreveu carta antes de ser morta com 14 tiros

Ana Paula Campestrini, de 39 anos, foi executada no dia 22 de junho, quando chegava em casa

Redação ND* Joinville

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A catarinense Ana Paula Campestrini, de 39 anos, escreveu uma carta à mão antes de ser executada com 14 tiros em 22 de junho. No momento do crime, ela estava na frente de casa, que fica em um conjunto habitacional em Curitiba (PR).

Ana Paula havia escrito uma carta aos familiares dias antes de morrerAna Paula havia escrito uma carta aos familiares dias antes de morrer – Foto: RecordTV/Reprodução/ND

No papel, ela declarou seus sentimentos de carinho pela família. “Família quer dizer nunca abandonar ou esquecer”, escreveu, em referência a um filme infantil. “Tia Ana ama muito vocês, desculpem às vezes ser grossa ou brava, somos uma família”.

A carta retrata a libertação de Ana depois de 17 anos de um relacionamento abusivo. Segundo informações apuradas pela equipe da RIC Record TV do Paraná, há cerca de três anos, Ana Paula terminou o casamento com Wagner Cardeal Oganauskas, principal suspeito de ser o mandante do assassinato.

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Ela trabalhava como diarista e motorista de carros de aplicativo e vivia com a namorada no condomínio em frente ao qual foi assassinada. Do relacionamento ela tinha três filhos, com 16, 11 e 9 anos.

A catarinense foi velada em Lontras, no Vale do Itajaí, onde a família mora, no dia 23 de junho.

Crime premeditado

De acordo com informações da Polícia Civil, na manhã do crime, Ana Paula teria ido fazer a carteirinha para ter acesso ao clube Sociedade Morgenau, onde as filhas treinavam esportes. O presidente do clube era Wagner, o ex-marido.

O corpo da catarinense foi sepultado em Lontras, onde vive a famíliaO corpo da catarinense foi sepultado em Lontras, onde vive a família – Foto: Arquivo Pessoal/Redes Sociais

Segundo a investigação, o homem não deixava a catarinense ter contato com as filhas. Ana Paula ia até o local, mas ficava apenas na calçada, acenando de longe para as meninas.

Após a vítima deixar o clube, testemunhas afirmaram que viram Marcos Antônio subindo em uma moto sem placas. A Polícia Civil diz ainda que a moto estava escondida no clube há alguns dias, mas que após o crime o veículo não foi mais localizado. Além disso, as câmeras de segurança do clube estavam sem funcionar nos últimos dias.

Mesmo assim, conforme a polícia, é possível afirmar que o autor dos disparos perseguiu o veículo da vítima. O suspeito, Marcos Antônio, teria então esperado até que Ana Paula chegasse no portão de casa para descarregar a arma contra o carro.

*Com informações do portal R7

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