Celular de autor do ataque em Blumenau vai ser periciado em Joinville

Cidade conta com um equipamento israelense usado para extração de dados de aparelhos celulares

Redação ND Joinville

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O celular do autor do ataque a creche em Blumenau, que deixou quatro crianças mortas nesta quarta-feira (5), vai ser periciado pela Polícia Técnica Científica em Joinville, no Norte do Estado. A cidade conta com um equipamento israelense usado para extração de dados de aparelhos celulares.

Investigação busca traçar um perfil do autor do ataque em Blumenau – Foto: Franciele Cardoso/NDTVInvestigação busca traçar um perfil do autor do ataque em Blumenau – Foto: Franciele Cardoso/NDTV

O equipamento chamado Ufed, desenvolvido pela empresa israelense Cellebrite, permite com que os peritos possam fazer uma verdadeira varredura nos aparelhos celulares, mesmo os bloqueados por senha ou criptografados.

O aparelho também é capaz de detectar todos os rastros deixados. Com a geolocalização, por exemplo, é possível traçar as rotas feitas pelo usuário.

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Após a apreensão e extração dos dados, uma equipe da Delegacia de Repressão de Crimes de Informática irá verificar se os arquivos apagados podem ser recuperados, além de analisar os links acessados para traçar um perfil do homem.

Equipamento identifica mesmo os arquivos bloqueados por senha ou criptografados – Foto: Polícia Civil/DivulgaçãoEquipamento identifica mesmo os arquivos bloqueados por senha ou criptografados – Foto: Polícia Civil/Divulgação

Relembre o caso:

Um criminoso, de 25 anos, pulou o muro da instituição e atacou as vítimas por volta das 9h com uma machadinha. Ele se entregou à polícia logo após cometer o crime. Três meninos e uma menina com idades entre 4 e 7 anos morreram.

Durante uma coletiva de imprensa, o governo do Estado confirmou que o homem tem outras quatro passagens pela polícia. Uma delas, por esfaquear o padrasto. Ele também já foi detido por posse de drogas.

ND+ não irá publicar os nomes do autor e das vítimas do ataque, assim como imagens explícitas do crime. A decisão editorial foi feita em respeito às famílias e ao ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), também para não compactuar com o protagonismo de criminosos.