Chefe de facção é condenado por execução de homem com 131 tiros em Palhoça

Facção teria "decretado" morte de homem por acreditar que ele fazia parte de grupo rival

Foto de Gabriela Ferrarez

Gabriela Ferrarez Florianópolis

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O chefe de uma facção em Palhoça foi condenado a 34 anos de prisão por participar da execução de uma homem morto com 131 tiros no município. Segundo o MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), um grupo de dez pessoas cercou e atirou contra a vítima.

Homem for cercado por dez homens de facção e levou 131 tirosHomem for cercado por dez homens e levou 131 tiros – Foto: Arquivo/ND

O caso aconteceu em 4 de maio de 2022, no bairro Aririú, em Palhoça. Na data, a vítima escutava música dentro do carro no pátio de casa quando foi cercado por um grupo de 10 pessoas, que dispararam 131 tiros contra o homem.

O grupo estava encapuzado, com roupas padronizadas e todos com armas de pelo menos quatro calibres distintos, incluindo fuzil. Dois suspeitos do grupo ainda não foram identificados.

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Facção ‘decretou’ morte de homem

De acordo com a MPSC, a morte do homem foi “decretada” por uma facção.

A investigação apurou que o grupo que executou o homem acreditava que ele fazia parte de uma facção rival, que teria tentado matar um integrante do grupo e roubado drogas da organização criminosa dias antes do assassinato.

Segundo o MPSC, o homem condenado é o primeiro dos oito denunciados a ser condenado. A investigação apurou que ele ocupava uma posição de chefia local da facção. O Ministério Público afirma que ele articulou o crime, reuniu o grupo, angariou as armas utilizadas na execução e foi um dos que atirou.

O homem foi condenado a 34 anos, um mês e 15 dias de reclusão, em regime inicial fechado. O crime foi qualificado pelo motivo torpe, pelo meio cruel e por ter sido praticado mediante emboscada.

O condenado não vai poder recorrer em liberdade, em função do tamanho da pena, da gravidade do crime e pelo fato dele ter sido condenado por outro crime anteriormente.

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