Chiquinho Brazão: plenário da Câmara decide manter prisão preventiva de deputado federal

Acusado de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL), Chiquinho Brazão está preso preventivamente desde 24 de março de 2024

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Redação ND Florianópolis

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Horas após a votação na CCJ, o plenário da Câmara decidiu nesta quarta-feira (10) pela manutenção da prisão preventiva do deputado Chiquinho Brazão. O placar ficou em 277 votos a favor da prisão e 129 contra. O mínimo de votos necessário era de 257. Houve 28 abstenções.

Placar na Câmara ficou em 277 votos a favor de manter a prisão e 129 contra – Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos DeputadosPlacar na Câmara ficou em 277 votos a favor de manter a prisão e 129 contra – Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

A bancada catarinense ficou dividida. Dos 16 deputados federais catarinenses, 15 votaram. Sete foram favoráveis à manutenção da prisão e oito foram contrários. Carlos Chiodini (MDB) foi o único ausente.

Antes da votação em plenário, o catarinense Darci de Matos (PSD), relator do caso, leu seu parecer e defendeu a manutenção da prisão do parlamentar. O parecer concordou com a tese do STF (Supremo Tribunal Federal) de que a prisão era necessária por atos de obstrução à Justiça.

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Darci de Matos ressaltou que está “claramente configurado o estado de flagrância do crime apontado, seja por sua natureza de permanência, seja pelo fato de que os atos de obstrução continuavam a ser praticados ao longo do tempo”.

Votação pela manutenção da prisão de Chiquinho Brazão

A favor da prisão

  1. Ana Paula Lima (PT);
  2. Darci de Matos (PSD);
  3. Fábio Schiochet (União);
  4. Gilson Marques (Novo);
  5. Ismael (PSD);
  6. Pedro Uczai (PT);
  7. Valdir Cobalchini (MDB).

Contra a prisão

  1. Caroline de Toni (PL);
  2. Daniel Freitas (PL);
  3. Daniela Reinehr (PL);
  4. Geovania de Sá (PSDB);
  5. Jorge Goetten (PL);
  6. Julia Zanatta (PL);
  7. Rafael Pezenti (MDB);
  8. Zé Trovão PL (PL).

Não estava presente

  • Carlos Chiodini (MDB)

Discussão do relatório na CCJ

Após quase cinco horas de discussão, os integrantes da CCJ aprovaram, por 39 votos a 25, o relatório que recomendou a manutenção da prisão preventiva de Brazão, determinada no fim de março pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

Tanto a presidente da comissão, Carol de Toni (PL), quanto o relator do caso, Darci de Matos (PSD), são deputados federais de Santa Catarina. A bancada catarinense na CCJ é composta ainda por outros quatro deputados titulares e um suplente.

Relator do caso, Darci de Matos (PSD-SC) defendeu a manutenção da prisão preventiva de Chiquinho Brazão – Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos DeputadosRelator do caso, Darci de Matos (PSD-SC) defendeu a manutenção da prisão preventiva de Chiquinho Brazão – Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Três parlamentares catarinenses votaram a análise do caso na CCJ: Cobalchini (MDB) e Darci de Matos (PSD), votaram a favor da prisão, enquanto a deputada Júlia Zanatta (PL) votou contra. A presidente, Carol de Toni (PL), não votou.

Em seu posicionamento, o relator, Darci de Matos (PSD), destacou que a decisão pela prisão de Chiquinho foi aprovada por unanimidade pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal.

“A Polícia Federal indica expressamente que até os dias atuais os investigados criaram obstáculos à investigação. Contra fatos, não há argumentos”, declarou Matos.

Relembre o caso

Chiquinho Brazão é suspeito de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e de Anderson Gomes, em 14 de março de 2018, no Rio de Janeiro.

Deputado federal Chiquinho Brazão está preso preventivamente desde 24 de março – Foto: Câmara dos Deputados/Divulgação/NDDeputado federal Chiquinho Brazão está preso preventivamente desde 24 de março – Foto: Câmara dos Deputados/Divulgação/ND

O deputado foi detido no último dia 24 de março pela Polícia Federal (PF) junto com o irmão, Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), e o delegado Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio.

Além deles, outros quatro suspeitos estão detidos:

  • Ronnie Lessa, apontado como o autor dos disparos;
  • Élcio de Queiroz, que confessou ter dirigido o carro usado na execução;
  • Edilson Barbosa dos Santos, apontado como o responsável por desmanchar o carro usado no dia do assassinato;
  • Suel, acusado de ceder um carro para Lessa esconder as armas usadas no crime.