O incêndio que destruiu o Fort Atacadista do Campeche, no Sul da Ilha, na quinta-feira, 23, impactou os comércios da vizinhança. Um hortifrúti, em frente ao atacadista, teve vidros quebrados, porém ninguém se feriu. O comércio parou de funcionar perto das 13h e reabriu por volta das 17h. A atendente Thaís Fernanda Gomez disse que ajudou clientes e funcionários do atacadista que saíram apavorados do local.
Thaís atendeu diversas pessoas que saíram apavoradas do atacadista – Foto: Nícolas Horácio/ND“Todo mundo começou a fugir do Fort e a vir para cá se abrigar. Foi bem tenso. Tinha muita gente chorando. Demos água para algumas pessoas que estavam se sentido mal. Foi bem pesado. Hoje [sexta-feira, 24] estamos trabalhando normal”, disse Thaís.
A subgerente de um posto de combustível que fica ao lado do atacadista, Josiara Ferraz de Oliveira, disse que a loja também precisou fechar quando a fumaça começou a se alastrar.
Seguir“Era umas 11h e reabrimos por volta das 16h. Foi um bom fluxo perdido”, informou Josiara. No momento do incêndio, havia oito funcionários trabalhando no posto, inclusive ela.
O posto de gasolina ao lado do atacadista ficou cinco horas sem atender – Foto: Nícolas Horácio;ND“Ficamos preocupados de vir para o posto, porque daí a explosão seria uma só. Por isso, quando começou, a gerente trancou tudo, não abastecemos nem os carros que estavam aqui e saímos”, relatou Josiara. Quando o posto reabriu na quinta, a fumaça ainda chegava ao posto. Nesta sexta, a situação estava um pouco melhor.
Uma franquia de caldo de cana, em frente ao atacadista, também precisou ser fechada por algumas horas na quinta. O atendente Pedro Santos Palma disse que a loja teve um prejuízo aproximado de R$ 1.000 pelo tempo em que permaneceu fechada.
Morador do Campeche, Alvarino está revoltado com a intensa fumaça – Foto: Nícolas Horácio/NDMorador do Campeche, Alvarino Garcia tem casa a 2 quilômetros do atacadista e disse que enfrentou a fumaça a noite inteira. Ele estava revoltado com a falta de solução. “Acho que é falta de consideração. Por que não pegaram uns três caminhões e resolveram isso?”, questionou Garcia.
Segundo informações do Corpo de Bombeiros, que segue atuando no local, a fumaça deve persistir por mais alguns dias. A recomendação é que as pessoas se protejam da fumaça, caso ela esteja chegando a casa de quem mora próximo do atacadista incendiado.