O deputado estadual Fabiano da Luz (PT), que divide residência entre Pinhalzinho e Saudades, descreveu o sentimento de pânico que se instalou na cidade após um jovem de 18 anos matar crianças e professoras em uma creche nesta terça-feira (4).
Cinco pessoas, três crianças, todos bebês com menos de 2 anos, uma professora e uma agente educativa foram mortas em um ataque a creche Pró-Infância Aquarela.
“O desespero tomou conta do município com com relação a tragédia, e a informação que se tinha era de que poderiam ser mais jovens, que poderia ser em outras escolas, o que causou uma grande correria de pais indo retirar os seus filhos”, relatou.
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Crime deixou a comunidade de Saudades perplexa. – Foto: Willian Ricardo/NDO deputado continua e diz que o fato deixou a cidade “apavorada”.
“Além do desespero que ocorreu nesta própria creche, funcionários e alunos tentando imobilizar esse rapaz.
Lógico que isto deixou a região apavorada e impressionada, porque aquilo que a gente está acostumado a ver na TV de outros países de repente está acontecendo na nossa cidade”.
A tragédia deixou um misto de sentimentos na região, conforme os relatos de Fabiano da Luz.
“Todos com muita tristeza, muita revolta e com muita angústia. Lado psicológico da sociedade que está bem abalado e a gente precisa começar a pensar em como curar nossa sociedade”, complementa.
Prestar mais atenção nas pessoas
Perguntado sobre a lição que a tragédia deixa, o deputado ressalta a importância do cuidado em relação à pessoas que possam ter algum transtorno.
“A gente precisa estar sempre atento a tudo que está acontecendo, a lição é que a gente não pode desprezar nenhuma pessoa que possa estar revoltada, depressiva, porque a gente não sabe o que sai da cabeça dessa pessoa”, disse.
Além disso, Fabiano da Luz chama a atenção sobre a divulgação da identidade do criminoso.
“Não devemos deixar ninguém se tornar herói, ficar reproduzindo e divulgando o nome dessa pessoa pra que não sirva de incentivo a outras. E que a gente saiba dar mais valor pro ser humano e consiga anular qualquer ato de violência que possa acontecer no nosso país”, conclui.