Clínica libera jovem que perdeu guarda do bebê em Florianópolis; ela decidiu se separar

Jovem que perdeu guarda do bebê passou 20 dias internada compulsoriamente após denúncia do sogro; ex-companheiro garante que respeitará decisão

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Redação ND Florianópolis

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Letícia Sales, a jovem que perdeu a guarda do bebê após ter sido internada compulsoriamente em Florianópolis, foi liberada da clínica onde estava após 20 dias, revelou nesta quinta-feira (14) o pai do seu bebê, Alan Silveira. Ela também decidiu se separar do agora ex-companheiro.

Jovem que perdeu guarda do bebê, Letícia Sales, e o companheiro, AlanCriança está sob guarda da avó paterna, que é favorável ao filho no processo – Foto: Reprodução/Redes Sociais

“Ela optou por não continuar o nosso relacionamento”, afirmou. Ele disse que irá respeitar a decisão, apesar da dificuldade de lidar com o fim dos onze anos de união. “Eu tenho um filho e, por ele, preciso ser forte”.

A guarda provisória do bebê permanece com a mãe de Alan. Ele afirmou nas redes sociais que ira realizar exame toxicológico para mostrar que “está limpo” à Justiça.

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Jovem que perdeu guarda do bebê foi denunciada pelo sogro

O casal perdeu a guarda da criança após o avô paterno, Eduardo Silva de Oliveira, alegar que os pais não têm condições de criar o pequeno devido a uma suposta dependência química. Gaúchos, eles passaram 40 dias de fuga em Florianópolis. O sogro descobriu e a mãe foi internada compulsoriamente.

Ancorado por um laudo expedido por um psiquiatra contratado por Eduardo, o mandado foi cumprido por uma clínica e por uma conselheira tutelar. Eles internaram compulsoriamente a mulher, Letícia Sales, em um hospital psiquiátrico no Rio Grande do Sul. Os fatos ocorreram no final de novembro.

Filho de Eduardo e marido de Sales, Alan Silveira também deveria ir para a reabilitação, mas ele não estava em casa no momento que os profissionais buscaram sua esposa. Escondido para não ser internado, ele publicou um vídeo negando as acusações do pai e alegando sobriedade tanto dele, quanto da esposa.

Eduardo então entregou o pequeno para sua ex-esposa e mãe de Alan, Viviane, compartilhando a guarda do pequeno. Na última semana de novembro, Alan, pai da criança, obteve suspensão do mandado de reclusão. Livre da perseguição, ele voltou para Porto Alegre, cidade onde sua mãe cuida do seu filho.

Oliveira não se manifesta sobre o caso, uma vez que o processo corre em segredo de Justiça. No entanto, a sua defesa afirma que “o processo de internação depende de avaliações periódicas e são realizadas por peritos médicos psiquiátricos, designados por juízes, cabendo a estes o laudo quanto ao estado de saúde e a possibilidade desinternação, não sendo de vontade das partes para tal ato”.

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