O que seria um singelo personagem Looney Tunes, que marcou época, é acusado de incentivar a violência contra a mulher. Pepé Le Gambá, o gambá francês que confunde uma gatinha com uma gambá fêmea, virou alvo de um colunista do The New York Times. O nome dele é Charles M. Blow, que usou seu perfil no Twitter para atacar o gambá.
Pep Le Gambá ou Pep Le Pew até então era engraçado, mas… – Foto: ReproduçãoEm um post, ele acrescentou o personagem dos Looney Tunes “à cultura do estupro”. O tweet foi compartilhado e curtido por quase 5 mil pessoas, e deve ir bem além disso. Confira o post de Charles M. Blow.
SeguirRW blogs are mad bc I said Pepe Le Pew added to rape culture. Let’s see.
1. He grabs/kisses a girl/stranger, repeatedly, w/o consent and against her will.
2. She struggles mightily to get away from him, but he won’t release her
3. He locks a door to prevent her from escaping. pic.twitter.com/CbLCldLwvR— Charles M. Blow (@CharlesMBlow) March 6, 2021
O post diz o seguinte: “Eu disse que Pepé Le Pew acrescentou à cultura do estupro. Vamos ver. 1. Ele agarra / beija uma garota / estranha, repetidamente, sem consentimento e contra a vontade dela. 2. Ela se esforça muito para se afastar dele, mas ele não a solta. 3. Ele tranca uma porta para impedi-la de escapar. É verdade… Penelope Pussycat estava sempre nas garras de Pepe”.
Em textos anteriores, Blow já havia criticado o Dr. Seuss, um escritor especializado em livros com histórias infantis. Mas foi mais enfático e duro com Ligeirinho, uma animação de um rato mexicano que fez sucesso nos anos 1980. De acordo com o colunista, é um personagem que que expõe imagens negativas e molda as percepções, portanto, um exemplo negativo.
Ligeirinho, o exemplo negativo do ratinho mexicano – Foto: ReproduçãoO gambá Pepé Le Pew ou Pepe é um personagem criado pela Warner Bros.Entertainment para o universo Looney Tunes. A criação é de Chuck Jones, lá pelos anos 1930. De nacionalidade francesa, tem como características o seu mau cheiro peculiar e seu romantismo exacerbado