Com duas prisões, polícia conclui inquérito de latrocínio a taxista em SC; veja detalhes

Paulo Eduilio Neves Marques, de 67 anos, foi morto com um mata-leão; saiba o que a Polícia Civil apurou sobre o crime

Redação ND Florianópolis

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O inquérito sobre a morte do taxista Paulo Eduilio Neves Marques, de 67 anos, que foi morto e teve cerca de R$ 10 mil roubados, foi concluído pela Polícia Civil de Morro da Fumaça neste sábado (17).

O crime, enquadrado como latrocínio, foi cometido por dois homens que confessaram e estão presos. Eles realizaram ao menos três corridas com a vítima, entre Içara e Criciúma, que terminaram em agressão, roubo e morte.

Câmera de segurança flagrou movimentação dos autores de latrocínio em taxista em SC – Foto: Divulgação/Polícia CivilCâmera de segurança flagrou movimentação dos autores de latrocínio em taxista em SC – Foto: Divulgação/Polícia Civil

Como foi o crime

Na conclusão do inquérito, os delegados Ulisses Gabriel e Antônio Márcio Campos Neve, responsáveis pela investigação, detalham que os dois homens que foram presos confessaram o crime.

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Eles afirmaram que estavam fazendo corridas entre uma “boca de fumo” em Criciúma e um motel em Içara para usar as drogas discretamente. Os autores do crime revelaram que foram ao menos três corridas com o taxista.

Até que, em certo momento, eles resolveram assaltar a vítima. Na altura da Estrada Geral Corda Bamba, em Içara, um deles aplicou um mata-leão em Paulo, o que provocou sua morte.

O corpo foi deixado na Linha Cabral, em Morro da Fumaça. Já o carro, foi abandonado no Bairro Brasília, em Criciúma. Os dois roubaram R$ 10,8 mil e um relógio.

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    Táxi de Paulo Eduilio Neves Marques foi encontrado no Bairro Brasília, em Criciúma - Divulgação/Polícia Civil
    Táxi de Paulo Eduilio Neves Marques foi encontrado no Bairro Brasília, em Criciúma - Divulgação/Polícia Civil
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    Diversos objetos estavam dentro do carro, inclusive dois telefones celulares - Divulgação/Polícia Civil
    Diversos objetos estavam dentro do carro, inclusive dois telefones celulares - Divulgação/Polícia Civil
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    Os autores do crime realizavam corridas entre uma "boca de fumo" e um motel - Divulgação/Polícia Civil
    Os autores do crime realizavam corridas entre uma "boca de fumo" e um motel - Divulgação/Polícia Civil

Com o dinheiro, compraram dois celulares, roupas e drogas. Eles se hospedaram em um hotel de Criciúma, depois em Forquilhinha e por fim em uma pousada no Farol Santa Marta, em Laguna.

Latrocínio chegou ao conhecimento da Polícia

O crime chegou ao conhecimento da polícia no dia 31 de março deste ano, após relato do filho do taxista, que informou que a vítima estava desaparecida.

Delegados da comarca de Urussanga Ulisses Gabriel e Márcio Campos Neves, ao lado da agente Luiza Brunato, responsável pela delegacia de Morro Da Fumaça, responsáveis pela investigação do caso – Foto: Divulgação/Polícia Civil de Urussanga/NDDelegados da comarca de Urussanga Ulisses Gabriel e Márcio Campos Neves, ao lado da agente Luiza Brunato, responsável pela delegacia de Morro Da Fumaça, responsáveis pela investigação do caso – Foto: Divulgação/Polícia Civil de Urussanga/ND

O carro de Paulo Eduilio Neves Marques foi encontrado batido, no mesmo dia, às 14h30, no Bairro Brasília, em Criciúma, com diversos objetos dentro, inclusive dois telefones celulares.

Ainda no dia 31 de março, por volta das 18h30, os policiais realizaram diligências na Linha Cabral, em Morro da Fumaça, após receberem informações de que o veículo esteve naquele local. O taxista foi encontrado já sem vida e com muitas lesões.

Corpo de Paulo Eduilio Neves Marques foi encontrado na Linha Cabral, em Morro da Fumaça – Foto: Divulgação/Polícia CivilCorpo de Paulo Eduilio Neves Marques foi encontrado na Linha Cabral, em Morro da Fumaça – Foto: Divulgação/Polícia Civil

As prisões

A partir daí, a Polícia Civil conduziu investigações com apoio do IGP (Instituto Geral de Perícias). Pouco mais de um mês depois do crime, no dia 5 de maio, o primeiro suspeito, de 32 anos, teve a prisão preventiva decretada.

As investigações apontaram que ele havia fugido para o Estado de São Paulo e estava internado em uma clínica de Itapecerica da Serra. Depois da troca de informações com a polícia local, o investigado foi preso.

Os delegados continuaram com a suspeita de que ele não havia agido sozinho. Em continuidade às investigações, mais provas foram colhidas em parceria com o MPSC (Ministério Público de Santa Catarina).

Até que se chegou no segundo suspeito, um jovem de 21 anos. Ele teve a prisão temporária decretada no dia 7 de julho. No dia seguinte, foi encarcerado no Centro POP, em Criciúma.

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