Com ‘muita água para rolar’, inquérito sobre morte de Amanda Albach tem data para conclusão

Advogado afirma que família segue abalada e que acompanhará até o desfecho do caso; um suspeito da morte segue preso

Marcos Jordão Florianópolis

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A PCSC (Polícia Civil de Santa Catarina) já tem um prazo inicial estabelecido para conclusão do inquérito do assassinato de Amanda Albach. Um dos suspeitos da morte da jovem de 21 anos segue preso.

Inquérito policial tem prazo para ser finalizado – Foto: Internet/Divulgação/NDInquérito policial tem prazo para ser finalizado – Foto: Internet/Divulgação/ND

“Estamos acompanhando toda a investigação. O inquérito policial ainda não foi encerrado e tem muita água para rolar. A família está desolada, a mãe está muito abalada e estamos acompanhando até o final”, explica o advogado Michael Pinheiro, responsável por apresentar a família de Amanda Albach.

Posteriormente, o delegado Nicola Pael Filho, que está com a investigação, confirmou o prazo para conclusão de 30 dias, sendo que já se passaram cinco, porque se trata de prisão temporária.

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No início da semana, dois suspeitos de envolvimento na morte da jovem foram soltos, mas o executor do crime segue preso desde a última quinta-feira (2).

Ainda conforme a Polícia Civil, os dois suspeitos foram liberados porque, durante a investigação, não ficou comprovado o envolvimento no crime.

Conforme o delegado responsável, Nicola Patel Filho, as demais participações estão sendo apuradas a partir de dados coletados nos últimos dias.

“Frisa-se que tanto o Ministério Público quanto o Poder Judiciário sempre atenderam às solicitações da Polícia Civil com a celeridade que a gravidade do caso exige”, frisa o delegado Nicola Patel Filho.

Relembre

Amanda Albach trabalhava como promotora de vendas em Santa Catarina e desapareceu no dia 15 de novembro, após passar o fim de semana do feriadão da Proclamação da República em Imbituba, município no Sul do Estado.

Durante a investigação, três suspeitos de envolvimento no desaparecimento da jovem de 21 anos foram presos na última quinta-feira (2), no Rio Grande do Sul.

Eles foram levados para a delegacia de Laguna, no Sul de Santa Catarina, para interrogatório. Todos foram presos por força de mandado de prisão temporária.

No dia seguinte, o corpo de Amanda Albach Silva  foi localizado na praia do Sol, em Laguna. Segundo policiais da DIC (Divisão de Investigação Criminal), as três pessoas presas apontaram o paradeiro do corpo da jovem.

Segundo um dos advogados da família, Fabio de Assis, os dois homens e a mulher estiveram com a jovem em Santa Catarina durante o feriado. Eles estiveram juntos na mesma balada em que Amanda foi vista pela última vez, em Jurerê Internacional.

Os detidos já eram conhecidos de Amanda. Ela e a mulher seriam, inclusive, amigas de longa data, contou o advogado. Na manhã desta sexta, os advogados se deslocaram para Laguna para acompanhar as diligências policiais.

Amanda foi obrigada a cavar a própria cova

A jovem foi obrigada a cavar a própria cova antes de ser morta com dois tiros por uma das três pessoas que foram presas. A revelação foi realizada pela Polícia Civil durante coletiva na última sexta-feira (3).

“Ele [suspeito] coagiu Amanda a caminhar com uma pá e depois a obrigou a cavar uma cova na praia de Itapirubá, entre Imbituba e Laguna. O homem então efetuou dois disparos de arma de fogo, depois tapou o buraco e saiu. As outras duas pessoas que estão presas não presenciaram a cena”, relataram os investigadores.

Segundo a polícia, o próprio suspeito foi quem levou os policiais até o local onde Amanda havia sido enterrada e contou como os fatos aconteceram.

“Inclusive no áudio que Amanda encaminhou para a família, ela já estava no local do crime, segundo o próprio investigado relatou. Havia barulho de vento e a voz dela estava estranha”, conta a polícia.

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