O governo de Santa Catarina e representantes das polícias do Estado detalharam, na tarde desta quarta-feira (5), desdobramentos após o ataque a creche em Blumenau. A investigação pretende estabelecer um perfil comportamental do autor do crime, além de apurar detalhes em redes sociais e buscar informações sobre a motivação do atentado, por exemplo.
Estudo do perfil comportamental pode ajudar polícia na identificação de possíveis autores – Foto: Lucas Dias/NDEstudo de perfil comportamental e psicológico
De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, uma psicóloga policial, especialista em perfil psicológico, foi a Blumenau para realizar uma análise do responsável pelo ataque.
“Isso é para que possamos traçar padrões de comportamento e começarmos a criar uma sistemática em Santa Catarina de perfis comportamentais de criminosos que, eventualmente, possam praticar esses ilícitos. Então, vamos analisar as condutas prévias de indivíduos perigosos para verificar se podem praticar condutas, em especial aqueles em liberdade”, complementou.
SeguirDetalhes da investigação em Blumenau
Um inquérito policial será feito com o objetivo de apurar as circunstâncias que indicam a motivação, planejamento e execução do crime. A Polícia Civil também pediu a quebra de sigilo telefônico e telemático, inclusive das redes sociais.
Delegado-geral da Polícia Civil detalhou as investigações envolvendo o ataque a creche em Blumenau – Foto: Secom/Reprodução/ND“O Grupo Meta, no primeiro momento da ocorrência, nos conectou e disse que está disponível para passar as informações e estão preservadas até a chegada da decisão judicial para que seja possível acessar”, explicou o delegado-geral.
Três equipes da Polícia Civil também estão em Blumenau para realizar a segurança do local. Entre elas, uma coordenada pelo delegado Anselmo Filho de Oliveira Cruz, especialista junto ao FBI (Departamento de Investigação Federal dos Estados Unidos), que participará da entrevista e interrogatório do suspeito.
Uma equipe da Delegacia de Repressão de Crimes de Informática ajudará na extração dos dados dos celulares e análise dos documentos extraídos.
De acordo com a perita-geral da Polícia Científica, Andressa Boer Fronza, o celular do suspeito foi levado para perícia em Joinville.
“Eles [Joinville] contam com um extrator israelense que nos apoiará nesta empreitada”, complementou o delegado-geral de Santa Catarina.
Ainda de acordo com o delegado Ulisses Gabriel, o responsável pelo atentado, que se entregou se entregou na sede do 10º BPM (Batalhão de Polícia Militar), responderá por quatro homicídios triplamente qualificados e também por outras quatro tentativas de homicídio triplamente qualificados.
O ND+ não irá publicar os nomes do autor e das vítimas do ataque, assim como imagens explícitas do crime. A decisão editorial foi feita em respeito às famílias e ao ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), também para não compactuar com o protagonismo de criminosos.