‘Como deixar esse monstro solto?’, diz irmão de homem assassinado com 12 tiros em Florianópolis

Irmão da vítima, de 31 anos, morto a tiros no início deste mês, conta o que motivou o crime e relata indignação; autor foi indiciado

Mafê Salinet Florianópolis

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A rixa que motivou o assassinato de um homem de 31 anos com 12 tiros no início deste mês, em Florianópolis, foi por ciúmes de uma ex-namorada. Ele foi morto enquanto trabalhava em uma distribuidora de bebidas, no bairro Ingleses do Rio Vermelho.

Homem foi morto com 12 tiros nos INgleses do Rio Vermelho, em Florianópolis – Foto: Google Maps/Reprodução/NDHomem foi morto com 12 tiros nos INgleses do Rio Vermelho, em Florianópolis – Foto: Google Maps/Reprodução/ND

Segundo o irmão da vítima, que prefere não se identificar para preservar o sobrinho de 10 anos, o autor do crime havia ido ao local horas antes para confrontá-lo sobre o antigo relacionamento, que havia acabado há um tempo.

“A rixa é verdadeira. Foi um desentendimento, mas a relação já tinha terminado e ela saía com outros caras. Por que ele foi fazer isso com meu irmão? Como você pode deixar um monstro desses solto?”, questiona.

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O delegado de homicídios da Capital, Ênio de Oliveira Mattos, informou que o inquérito foi encerrado na última semana, com o indiciamento do autor do crime. “Ele se apresentou na delegacia e contou sua versão dos fatos”, diz. O caso aconteceu no dia 8 de julho, um sábado, por volta das 23h45.

O irmão conta que o homem se apresentou 24 horas após o flagrante e confessou o crime. “Ele esperou o tempo do flagrante passar, se entregou com advogado, entregou a arma do crime, confessou o motivo e ele está solto. O delegado disse que, dada a cooperação dele, não apresentar risco de fugir, ele não pode pegar prisão preventiva.”

A vítima morreu quando trabalhava em um turno de 12 horas. De acordo com o laudo pericial, foram identificados tiros na cabeça e no tórax. O irmão foi acionado por volta de 1h30 da madrugada de domingo, dia 9.

“As imagens de segurança mostram que quando ele saca a arma ele leva um susto, dá passos para trás. Não tinha nem tempo de se defender, nem de igual para igual”, conta o irmão da vítima.

“Prisão preventiva é exceção”

A advogada criminal, Barbara Hartmann, explica que a prisão preventiva ocorre como uma exceção à regra e normalmente acontece em casos de muita repercussão.

“A regra é a responder ao processo em liberdade. A preventiva é exceção. Então, ele se estiver ameaçando testemunha, ou se ele é reincidente, se houver o risco de continuar cometendo crimes, ou se foi crime violento, enfim, nesses casos decreta-se a preventiva”, explica Barbara.

A advogada aponta que “os juízes costumam decretar a preventiva por conta de um clamor social ou casos de grande repercussão”. O autor foi indiciado e o processo segue para a apreciação do Ministério Público.

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