Afogamento em piscina: cuidados com as crianças na época de verão

As piscinas são responsáveis por 3% de todos os casos de óbito por afogamento, atingindo 59% da faixa de 1 a 9 anos de idade; bombeiros fazem alerta

Lene Juncek Blumenau

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As piscinas merecem muita atenção de pais e responsáveis nesta época de verão. Dados da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático apontam que diariamente uma criança se afoga em casa. As piscinas são responsáveis por 3% de todos os casos de óbito por afogamento, atingindo 59% a faixa de 1 a 9 anos de idade.

O Corpo de Bombeiros de Santa Catarina alerta para os dados já que, segundo o órgão, 44% dos afogamentos acontecem entre os meses de novembro e fevereiro.

Os afogamentos são a primeira causa de morte entre crianças de 1 a 4 anos; a terceira causa entre 5 a 9 anos; e a quarta entre pessoas de 10 a 24 anos.

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Orientações do Corpo de Bombeiros é para evitar acidentes em piscina.Alerta do Corpo de Bombeiros é para evitar afogamentos em piscina – Foto: Life jacket/Thinkstock/Getty Images/ND

A orientação também vale para quem viaja para visitar familiares, clubes e até mesmo hotéis. De acordo com o Corpo de Bombeiros, crianças exigem 100% de atenção em piscinas. Elas devem ficar a um braço de distância, mesmo em locais que tenham a presença de guarda-vidas.

A faixa etária mais atingida é de 1 a 4 anos de idade, com 47%. A ocorrência durante o lazer na piscina é duas vezes mais frequente.

Orientações do Corpo de Bombeiros para evitar os afogamentos em piscinas

  • Nas piscinas, sempre tenha uma barreira física para evitar o acesso de crianças;
  • As crianças só devem estar na área de piscina ou dentro dela se houver um adulto supervisionando;
  • Se for em um clube, hotel ou pousada, procure locais com guarda-vidas;
Grades são uma forma de proteção para crianças em piscinas.Grades devem ser instaladas como proteção nas piscinas – Foto: Divulgação/ND
  • Tenha um telefone carregado e verifique se a área possui sinal para utilização em casos de emergência;
  • Não sabe nadar? Use coletes salva vidas, nunca boias,  nem mesmo em crianças, já que dão a falsa sensação de segurança;
  • Se você for entrar na água tenha alguém observando. Por mais que saiba nadar, você pode ser acometido de um mal-estar ou mal súbito, podendo tornar-se uma vítima;
  • Nunca mergulhe de cabeça, pois a batida no fundo pode causar mortes ou paralisia;
  • Não entre na água após ingerir bebidas alcoólicas ou fazer uma refeição recente;
  • Materiais flutuantes devem ficar sempre à mão, para o caso de necessidade;
  • Não permita que crianças fiquem sozinhas na piscina e evite deixar brinquedos no local;
  • Nas piscinas, também recomenda-se um ralo anti-aprisionamento, pois evita que crianças e adultos fiquem presos pelos cabelos e membros;
  •  As piscinas coletivas devem estar adequadas com as medidas de segurança conforme a Instrução Normativa.

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