O contexto de isolamento social tem sido perfeito para golpistas executarem fraudes cada vez mais criativas. Dessa vez, a Polícia Civil de Santa Catarina alerta que estelionatários estão telefonando para seus alvos, normalmente pessoas idosas, para dizer que seus cartões de crédito foram clonados.
Polícia alerta que senhas não sejam repassadas a outras pessoas – Foto: Charles Deluvio/Unsplash/Divulgação/NDApós enganar a vítima e conseguir informações referentes à senha, através do telefone, os golpistas pedem aos alvos que entreguem os cartões a um representante do banco, que irá buscá-los na residência.
Os policiais lembram que instituições bancárias nunca solicitam o recolhimento de cartão na residência. A orientação é que, em caso de dúvidas sobre a segurança da conta, o banco responsável seja acionado – de preferência, de forma presencial.
SeguirAlém disso, a senha do cartão não deve ser repassada a ninguém.
Até final de março, 15 pessoas foram vítimas de fraudes semelhantes só em São Francisco do Sul, no Litoral Norte de Santa Catarina. Nas ocasiões, os golpistas se passavam por funcionários da Caixa Econômica Federal.
Denúncias podem ser feitas pelo telefone geral da Polícia Civil, o 181, ou através do WhatsApp:(48) 98844-0011.
Cibercrimes são recorrentes
Violações de dados têm sido recorrentes no Brasil, por isso, é ainda mais importante saber identificar uma fraude. Em Criciúma, no Sul do Estado, por exemplo, criminosos têm se passado por funcionários de operadora de cartão para obter dados pessoais e senhas das vítimas.
Cibercrimes estão mais recorrentes durante a pandemia – Foto: Pixabay/Arquivo/NDSegundo Sandro Süffert, fundador e diretor da Apura Cybersecurity Intelligence, existe um processo de enriquecimento do crime organizado a partir dos dados roubados. “Com o processo de digitalização crescente e maximizado ainda mais pela pandemia (da Covid-19), há uma necessidade de troca de informação e não necessariamente se tem os cuidados para garantir a integridade dos dados. É um problema global e realidade no país”, alertou.
Lilian Rodas, do Banco Safra, explica que a apropriação de dados acontece na fragilidade. De acordo com ela, certos dados isolados não poder ser usados para uma fraude bancária, mas “se consegue usar essa informação para fazer uma engenharia social e capturar as informações sensíveis, como a senha, o número de cartão”.
“Você acha que está falando com um banco e aí você passa todas as informações”, completa. Segundo levantamento da IBM Security, o custo médio da violação de dados, no país, é de R$ 5,88 milhões.