Como imobiliária de Jaraguá do Sul aplicava golpes que ultrapassam R$ 1 milhão

Polícia Civil vai concluir inquéritos - são 29 ao todo - e deve pedir a prisão preventiva da dona da imobiliária, que fugiu

Redação ND Joinville

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Uma imobiliária de Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina, está sendo investigada por aplicar golpes. Ao todo, até agora, 29 pessoas foram prejudicadas em um golpe que ultrapassa R$ 1 milhão.

casa golpeGolpe lesou 29 pessoas em Jaraguá do Sul. –  Foto: Internet/Divulgação ND

A reportagem da NDTV Record Joinville conversou com o delegado Luiz Carlos Gross para entender o caso.

Segundo o delegado, a imobiliária se chamava “Conceito Imobiliário”, mas já foi fechada.

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“A proprietária- Schirlei Sebastiana – efetivamente aplicou vários golpes e depois fechou a imobiliária e deixou a cidade. Teria deixado até o País. Segundo informações que estamos coletando, Schirlei teria ido para o México, mas o objetivo seria os Estados Unidos”, explica Gross.

São 29 inquéritos abertos e tramitando na Polícia Civil de Jaraguá do Sul. Os valores são variados. “Teve gente que perdeu 30 mil, R$ 60 mil, R$ 200 mil entre outros”, comenta o delegado.

A investigação da polícia ocorre desde outubro do ano passado, quando as primeiras vítimas apareceram.

delelgado grossDelegado Luiz Carlos Gross – Foto: Reprodução vídeo NDTV

“Ela era muito habilidosa. Já no ano passado, chegamos a instaurar três inquéritos policiais nesta modalidade de estelionato. Ela tinha diferentes condutas. Em algumas, ela vendia terreno para construir casa. Muitas vezes, as pessoas não tinham o valor total e ela pegava uma parte do dinheiro. Ela dizia para as pessoas que ia dar entrada no financiamento, mas, na verdade, nunca entrava”, continua Gross.

Segundo o delegado, quando as vítimas questionavam a demora, Schirlei dizia que era porque a Caixa era muito burocrática, mas na verdade ela nunca tinha dado entrada no financiamento. Isso tudo para ganhar tempo, ir enrolando as pessoas.

Muitas vezes, o crime de estelionato era descaracterizado. Após boletim de ocorrência, Schirlei procurava as pessoas para negociar a devolução do dinheiro e, portanto, conseguia descaracterizar o crime de estelionato.

Mas chegou um momento em que havia tantas pessoas lesadas que ela não conseguiu mais negociar. Neste momento, ela fechou a imobiliária e fugiu.

Quando esse crime veio à tona, muitas pessoas se identificaram e denunciaram o golpe.;

Alguns inquéritos já estão concluídos, mas ainda falta concluir a maioria. O prazo é de 30 dias. O próximo passo da Polícia Civil é pedir prisão preventiva de Schirlei Sebastiana.