Comparsa de estagiária da Justiça que vazou dados para facção é presa em SC

Operação é desdobramento da prisão de estagiária da Justiça Federal presa em Florianópolis, suspeita de vazar informações sigilosas para uma facção

Foto de Gabriela Ferrarez

Gabriela Ferrarez Florianópolis

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Um novo desdobramento da operação que prendeu a estagiária da Justiça Federal em Florianópolis — por vazar informações para uma facção — terminou com a prisão de um casal na manhã desta terça-feira (1º). Conforme a Polícia Civil, a nova fase da operação mirou na comparsa da estudante de direito, detida em fevereiro.

Comparsa de estagiária da Justiça é presa em SCPoliciais cumpriram mandados de busca e apreensão em Florianópolis, Biguaçu e Navegantes – Foto: PCSC/Divulgação/ND

A operação foi liderada pela DRACO (Delegacia de Repressão ao Crime Organizado) e cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em Florianópolis, Biguaçu e Navegantes.

Segundo a investigação, os alvos são parte da facção para quem a estagiária da Justiça Federal, uma estudante de direito, vazava dados sigilosos.

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O casal foi preso em flagrante por tráfico de drogas e associação ao tráfico. Conforme o delegado do caso, Antonio Claudio de Seixas Joca, a mulher é comparsa da estagiária.

Foram apreendidos 1 kg de maconha, balança de precisão, telefones, R$ 17 mil em espécie, um carro, uma motocicleta e um carregador de pistola.

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    Além de drogas e carregador de arma, polícia apreendeu R$ 17 mil - PCSC/Divulgação/ND
    Além de drogas e carregador de arma, polícia apreendeu R$ 17 mil - PCSC/Divulgação/ND
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    Carro foi apreendido em nova fase da operação - PCSC/Divulgação/ND
    Carro foi apreendido em nova fase da operação - PCSC/Divulgação/ND
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    Moto também foi apreendida - PCSC/Divulgação/ND
    Moto também foi apreendida - PCSC/Divulgação/ND

Como estagiária da Justiça Federal vazou informações sigilosas para facção

A estagiária da Justiça Federal, de 23 anos, foi presa em 25 de fevereiro. Segundo a investigação, a universitária acessou, indevidamente, processos sigilosos de, pelo menos, três delegacias especializadas em investigações do tráfico de drogas e organizações criminosas. Os casos envolviam criminosos associados a facções criminosas.

Conforme informado pela Polícia Civil, a estagiária foi identificada a partir de documentos e equipamentos eletrônicos localizados na posse de outra investigada, presa em agosto de 2024. Ambas estudantes de direito, elas teriam se conhecido quando ambas foram estagiárias da Justiça estadual.

A estagiária da Justiça Federal deve responder por associação ao tráfico, organização criminosa e violação de sigilo funcional.

A reportagem do ND Mais entrou em contato com a Justiça Federal quando a estagiária foi presa em fevereiro. Na época, a foi informado em nota que “o perfil de usuário afeto a estagiários não permite o acesso a processos sigilosos, tais como operações policiais em curso; não obstante, foi bloqueado o acesso da investigada a todos os sistemas da instituição, bem como determinada a suspensão cautelar do contrato de estágio”.

Ainda segundo a nota, a Justiça Federal de Santa Catarina “encontra-se à disposição da autoridade policial para colaborar com as investigações, sem prejuízo das apurações administrativas cabíveis”.