Confira a ficha criminal do suspeito de estuprar jovem dentro de loja em Joinville

Celso do Rocio da Silva Pinto, de 70 anos, tem documento com mais de 700 páginas no sistema do Poder Judiciário; ele tem passagens e condenações no Paraná, São Paulo e Santa Catarina

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Redação ND Joinville

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A ficha criminal do homem preso suspeito de roubo e estupro de vulnerável em Joinville, no Norte de Santa Catarina na última quinta-feira (22) é extensa e rende, no sistema do Poder Judiciário, processos que somam mais de 700 páginas.

Diário do Paraná noticiou crime cometido em 1976, em Curitiba – Foto: ReproduçãoDiário do Paraná noticiou crime cometido em 1976, em Curitiba – Foto: Reprodução

Celso do Rocio da Silva Pinto tem 70 anos, mas os registros de crimes sexuais se multiplicam desde os anos 1970. A primeira prisão que se tem registro foi em 1976, quando ele foi preso ao se passar por ginecologista e tentar realizar exames ginecológicos em moradoras de um condomínio de Curitiba, sua terra natal. 

A partir de então, nos últimos 44 anos, a ficha criminal se tornou extensa. Entre as passagens policiais, acusações e condenações por crimes sexuais cometidos em três estados: Paraná, São Paulo e Santa Catarina.

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As penas somadas dos crimes pelos quais foi condenado terminariam no dia 14 de abril de 2022, mas Celso estava em livramento condicional desde setembro de 2018, cumprindo sua sentença em regime semiaberto.

A primeira condenação aconteceu em 2008, em Piracicaba, interior de São Paulo. Ele foi condenado pelo crime de atentado violento ao pudor, cometido em fevereiro de 2002. À época, ele usou o mesmo pretexto utilizado para estuprar a jovem em uma loja do Centro de Joinville: se passou por religioso. 

A vítima, uma jovem de 17 anos, contou à polícia e à Justiça, que Celso entrou na escola de informática da família dizendo que o pai dela havia pedido para que ele fizesse orações. Em uma sala reservada, ele teria citado trechos da Bíblia e, depois, praticou o abuso.

Em 2011, mais uma condenação, desta vez, em Santa Catarina. Celso foi condenado por importunação sexual em novembro, três meses após cometer o crime. Em Blumenau, nova condenação por estupro. O crime foi cometido em junho e ele foi condenado em dezembro.

No Paraná, Celso tem uma condenação de mais de 16 anos por crimes sexuais e foi o Estado vizinho que concedeu a condicional em setembro de 2018. Poucos dias antes de chegar em Joinville, ele ainda tentou um indulto, com o objetivo de ser “perdoado”. O pedido foi negado pela juíza Daniele Miola.

Cumprindo a pena em liberdade, Celso continuou cometendo crimes e chegou em Joinville para, novamente, estuprar uma mulher. Ele pagou apenas uma diária em um hotel no bairro Anita Garibaldi e cometeu o crime, que aconteceu dentro de uma loja. Ele foi preso neste mesmo hotel, na mesma noite. 

Polícias Civil e Militar realizaram coletiva para falar sobre a investigação do caso na sexta-feira (23) – Foto: Luana Amorim/NDPolícias Civil e Militar realizaram coletiva para falar sobre a investigação do caso na sexta-feira (23) – Foto: Luana Amorim/ND

Em depoimento, afirmou que o ato foi consentido, mas ao analisar as imagens, a Polícia Civil pediu a conversão da prisão em flagrante em preventiva, o que foi concedido pela Justiça. Para a polícia, a vítima de 24 anos “parecia uma boneca nas mãos dele”. Celso utilizou uma técnica semelhante à hipnose para deixar a vítima incapacitada, o que i faz responder pelo crime de estupro de vulnerável.

O suspeito está sendo representado pela Defensoria Pública. O Defensor Público Vinicius Manuel Ignácio Garcia explicou que recebeu o processo na sexta-feira (23) e manifestou pedindo o sigilo máximo do processo “especialmente para preservação da vítima, acusado e familiares respectivos”. Por isso, optou por não comentar o caso.

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