Conheça a blogueira presa por golpes em SC, que já teve casos com Saulo Poncio e rapper dos EUA

Golpes foram registrados em pelo menos duas cidades de SC; vítimas recebiam falsas notificações de que o cartão foi clonado

Foto de Redação ND*

Redação ND* Florianópolis

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Atriz, rica, influenciadora e com uma longa lista de affairs famosos. Esta é Rayane Figliuzzi, blogueira de 24 anos presa nesta segunda (14) suspeita de aplicar o “golpe do motoboy” em Florianópolis e Balneário Camboriú, além de municípios fora do Estado. Ao todo, 14 pessoas são apontadas como integrantes da quadrilha, autointitulada “Família Errejota”.

Modelo aplicou golpes em SC

A possível participação de Figliuzzi no esquema surpreende quando se leva em conta a sua vida badalada. A blogueira estrelou o clipe da música “Aquela Mina”, do MC Mateus e produzida pelo KondZilla. No Youtube ela publicava vídeos sobre moda e beleza; e somava quase 90 mil seguidores no Instagram.

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Além disso a carioca já teve um suposto affair com Saulo Poncio e com o rapper americano Tyga, quando este veio ao Brasil no início de 2020. Na ocasião ela teria ficado em uma mansão alugada por ele na Joatinga, na Zona Sul da cidade carioca.

Agora ela é acusada de estelionato, após meses foragida. Os policiais militares de Três Rios, cidade carioca, permaneceram em campana por quatro horas em frente ao restaurante onde ela estava, em Areal, na Região Serrana do Rio. Ela cumprirá prisão domiciliar.

Como funcionavam os crimes

Os crimes teriam ocorrido nos últimos meses de 2020. Os golpes eram realizados da seguinte forma: falsas telefonistas de banco notificavam as vítimas (geralmente idosas) que o cartão foi clonado e recolhiam as senhas –  elas tinham uma “sede’ no Rio de Janeiro. Depois motoboys recolhiam os cartões.

A função de Figliuzzi era disponibilizar uma das máquinas que recebiam os saldos das vítimas. A empresa Numance, aberta pela modelo em outubro de 2020, recebia os valores. Ela também tinha relação amorosa com o líder da quadrilha, Alexandre Navarro Júnior. O caso foi investigado pela 5ª DP (Delegacia de Polícia da Capital).

Assim como a blogueira, outras três pessoas eram proprietárias das máquinas utilizadas. Yasmin Navarro, irmã de Alexandre, é uma das denunciadas pelo Ministério Público de Santa Catarina.

A renda “normal” da modela era de cerca de R$7 mil por mês. Entretanto em dezembro de 2020 ela movimentou quase R$ 190 mil. O dinheiro extra conseguido com os golpes era transferido ao marido, explica a delegada Márcia Becker, da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

As ligações partiam de um apartamento que fora alugado pelo período de três meses, cuja mensalidade era de R$ 11 mil. O objetivo era dissimular a investigação. Uma das telefonistas conseguiu juntar, em 15 dias, cerca de R$ 15 mil.

Rede criminosa

Mais de 10 pessoas foram identificadas como vítimas do golpe no fim de 2020 nos dois municípios (Florianópolis e Balneário Camboriú), de acordo com delegado Attilio Guaspari Filho, da 5ª DP (Delegacia de Polícia da Capital), responsável pelas investigações. Em apenas uma conta, Navarro movimentou mais de dois milhões de reais em apenas dois meses.

Quanto aos criminosos, 14 pessoas são apontadas como integrantes da quadrilha: quatro homens e dez mulheres. Até esta segunda-feira, apenas duas foram presas. As demais, incluindo Alexandre Navarro, permanecem foragidas em “locais incertos”.

Além de Rayane Figliuzi, um motoboy – coletor de cartão – foi capturado pela polícia. Ele foi preso em dezembro de 2020, dando início ao inquérito policial. O suspeito foi encontrado em um edifício de luxo em Florianópolis.

“Após meses de investigação, foi possível qualificar os principais membros e representar pelas respectivas prisões preventivas, bloqueio de ativos financeiros e outras medidas cautelares, que foram deferidas pelo Poder Judiciário”, detalha Guaspari.

*Com informações da Record TV