‘Consórcio’ de tráfico de drogas com facção de SC bancava regalias em presídios, diz polícia

Informações da Polícia Civil de SC mostram que facção criminosa lucrava com drogas para conseguir regalias em presídios gaúchos

Foto de Ana Schoeller

Ana Schoeller Florianópolis

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Na manhã de quarta-feira (10) as polícia civis do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo, desbancaram uma facção criminosa responsável por, segundo a investigação, ter uma espécie de “consórcio de drogas” entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Consórcio com facção de SC bancava regalias de presos em presídiosDinheiro e celulares apreendidos em um dos endereços – Foto: Reprodução/PCSC/ND

Segundo as investigações, os agentes desmantelaram a quadrilha que é envolvida em tráfico de drogas, porte ilegal de armas de fogo e comércio irregular de munições, que movimentou R$ 5 milhões em apenas 15 dias.

A investigação da chamada “operação Sqaudrone”, teve início há mais de quinze meses, e revelou uma complexa rede de tráfico de drogas, envolvendo facções do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

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As investigações mostraram uma espécie de consórcio entre dois grupos de narcotráfico: um do Rio Grande do Sul, originário do Vale dos Sinos, e outro de Santa Catarina, de Florianópolis. Eles estavam envolvidos na transação e comércio de drogas, principalmente de cocaína e crack.

Operação desbanca quadrilha que movimentou R$ 5 milhões em 15 dias – Vídeo: Reprodução/PCSC/ND

Facção bancava regalias

Alguns dos membros da quadrilha já estavam na cadeia, mas usavam o dinheiro do tráfico para conseguir as chamadas “regalias”, como em presídios gaúchos. Um deles, mesmo preso em Rio Grande (RS), negociava a venda da droga conhecida como supermaconha ou “skank” para o grupo criminoso.

Segundo informações fornecidas pelo delegado Rafael Delvalhas Liedtke, da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, as investigações levaram a mais um mandado de prisão para um traficante português.

Atualmente, o homem já cumpria pena em Vale do Souza, em Portugal, mas que mantinha ativa participação no comércio ilegal de drogas por meio das redes sociais.

A lavagem do dinheiro da facção

Depois da negociação das drogas, o dinheiro recebido em espécie era destinado para contas de empresas de fachada para os estados do Paraná e São Paulo, e também para uma casa de câmbio em Santa Cantarina. Todas elas foram alvo de execução de mandado de busca na manhã desta quarta-feira.

Facção mantinha dinheiro vivo em casaMala cheia de dinheiro encontrada no local de busca e apreensão – Foto: Reprodução/PCSC/ND

Os investigados enfrentam uma série de acusações, incluindo tráfico de drogas, associação para o tráfico e posse ilegal de armas de fogo, entre outros.

O diretor de Investigações do Denarc/RS (Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico do Rio Grande do Sul) ressaltou o compromisso do departamento em combater vigorosamente as organizações criminosas que operam no estado.

No total, foram cumpridos 31 mandados de prisão, 43 de busca e apreensão, 26 bloqueios de contas bancárias e 4 ordens de restrições veiculares em 21 municípios dos quatro estados.

  • Cachoeirinha (RS);
  • Canoas (RS);
  • Gravataí (RS);
  • Triunfo (RS);
  • Sapucaia do Sul (RS);
  • Rio Grande (RS);
  • Balneário Arroio do Silva (SC);
  • Balneário Rincão (SC);
  • Balneário Camboriú (SC);
  • Criciúma (SC);
  • Içara (SC);
  • Itajaí (SC);
  • Itapema (SC);
  • Joinville (SC);
  • Navegantes (SC);
  • Penha (SC);
  • Tubarão (SC);
  • Foz do Iguaçu (PR);
  • São Miguel do Iguaçu (PR);
  • Ribeirão Preto (SP);
  • Itaquaquecetuba (SP).