Conversa entre mulheres levanta suspeita de homicídio em SC: ‘Que diabo ruim de matar’

Homem de 54 anos foi encontrado morto dentro da casa que morava em Videira, no Meio-Oeste; Polícia Civil ainda aguarda laudo do IGP

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Redação ND Chapecó

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Um homem de 54 anos foi encontrado morto dentro da casa que morava na noite do domingo (19), em Videira, no Meio-Oeste de Santa Catarina. A vítima foi encontrada sem os sinais vitais em cima da cama e, segundo a PM (Polícia Militar), tinha passagem policial por furto. 

Polícia Militar atendeu a ocorrência na noite deste domingo – Foto: Willian Ricardo/NDPolícia Militar atendeu a ocorrência na noite deste domingo – Foto: Willian Ricardo/ND

Conforme a polícia, duas mulheres de 32 e 39 anos teriam passado o dia todo bebendo com a vítima. Uma delas possuía diversas passagens policiais, inclusive teria saído da prisão no ano passado.

A polícia foi acionada após um vizinho da vítima ouvir uma conversa suspeita entre as mulheres. “Que diabo ruim de matar”, supostamente diziam elas.

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O vizinho chegou a chamar pela vítima, mas uma das mulheres respondeu que ele não estava em casa. No imóvel, os policiais encontraram a vítima  e uma mulher, visivelmente embriagada.

A segunda mulher foi encontrada pela guarnição na sequência. Segundo a PM, em seus relatos elas apenas afirmaram que estiveram no local bebendo junto com a vítima, mas nenhuma delas assumiu a autoria do crime.

Em decorrência das informações previamente levantadas pela guarnição, as duas foram conduzidas à delegacia. O corpo e a cena do crime foram deixados aos cuidados do IGP (Instituto Geral de Perícias) e a PC (Polícia Civil) investiga o caso.

Polícia Civil aguarda laudo

De acordo com o delegado da DIC (Divisão de Investigação Criminal), Valdir Xavier, não havia nenhum sinal de violência no corpo. A suspeita de homicídio surgiu a partir do relato da conversa ouvida pelo vizinho.

“Estamos aguardando o IGP elaborar o laudo do exame de corpo de delito para identificar as causas da morte. Não sabemos se morreu por sufocamento, ataque cardíaco ou outro motivo. Por isso, o caso ainda não está sendo tratado como homicídio”, disse o delegado.

A expectativa é de que o laudo saia em 10 dias, mas o inquérito policial já foi aberto e as mulheres foram interrogadas.

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