A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Câmara Legislativa do DF (Distrito Federal) sobre ataques ocorridos em 8 de janeiro, em Brasília, vai ouvir, na quinta-feira (23), o coronel da PM (Polícia Militar) Marcelo Casimiro Vasconcelos Rodrigues.
Rodrigues estava à frente do 1° Comando de Policiamento Regional, que inclui o batalhão responsável pela área central de Brasília, quando ocorreu a invasão aos prédios dos Três Poderes, em 8 de janeiro. As informações são do R7.
Manifestantes invadiram o Congresso Nacional, o STF e Palácio do Planalto em 8 de janeiro deste ano – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/NDUma das principais perguntas que os parlamentares devem fazer ao militar é sobre o número de policiais militares destacados para a Esplanada dos Ministérios durante os atos de vandalismo. Segundo tem sido falado no plenário da CLDF, a PM teria enviado apenas 200 militares do curso de formação.
SeguirO presidente da CPI, o deputado Chico Vigilante (PT), disse esperar que o coronel Casimiro explique o porquê desse efetivo no dia 8 de janeiro. “O último depoimento [do coronel Naime] foi esclarecedor, e fica clara a participação de integrantes do Exército que contribuíram para que aquilo acontecesse”, afirmou.
O depoimento de Casimiro estava previsto para a última quinta (16), mas no mesmo dia ocorreu a oitiva do também coronel da PM Jorge Eduardo Naime. Ele era o chefe do Departamento de Operações (DOP) da PM, que articula e prepara tropas para eventos como as manifestações de 8 de janeiro. No dia dos protestos, porém, ele estava de férias.
Ex-secretário
Também na última sessão da CPI, os parlamentares apresentaram mais uma convocação do ex-secretário de Segurança do DF, Anderson Torres, que está preso suspeito de omissão em relação aos protestos.
A defesa do ex-secretário, porém, enviou um ofício ao ministro do STF Alexandre de Moraes, ainda na última quinta, antecipando que o investigado “se manifesta contrariamente à sua condução para depoimento na Casa Legislativa, considerando-se que nada mais tem a acrescentar ao que já foi declarado à Polícia Judiciária, em ato que durou mais de 10 horas, e que, portanto, seria de todo inútil a sua oitiva”.