O crânio humano encontrado na Praia de Fora, em Palhoça, na Grande Florianópolis, na última terça-feira (1º), pode ter sido roubado de cemitério e utilizado em ritual.
Crânio foi encontrado na Praia de Fora, em Palhoça, nesta terça-feira (1º) – Foto: Divulgação/NDDe acordo com a delegada regional de Palhoça, Patrícia Fronza Vieira, a hipótese foi levantada pela Polícia Civil porque o crânio aparenta ser antigo por conta do avançado estado de decomposição e pode ter sido roubado em um cemitério.
Crânio foi encontrado junto com uma faca em Palhoça. – Foto: PMSC/Divulgação/NDAlém disso, os policiais que estiveram no local encontraram nas proximidades do fragmento restos de vela, tesoura e uma faca.
SeguirA Polícia Civil ainda aguardo o laudo da Polícia Científica para, se possível, ser identificado.
O crime de vilipêndio a cadáver está previsto no artigo 212 do Código Penal, e prevê pena de detenção de um a três anos, além de multa. Ele é caracterizado por destratar ou humilhar um cadáver ou suas cinzas.
Cadáver encontrado em obra
Ainda conforme a delegada Patrícia Fronza Vieira, o corpo encontrado nas obras do contorno viário, no bairro Alto Aririú, em Palhoça, na última segunda, já estava no local há alguns dias.
Cadáver foi localizado em canteiro de obras em Palhoça – Foto: Google Street View/Reprodução/NDTrata-se de um homem, até o momento não identificado, em exame visual, não foi detectado sinais de violência. Ainda de acordo com a delegada, aparenta que foi morte natural.
O cadáver estava em uma área de descarte de materiais. Junto dele, a polícia encontrou uma carteira com R$ 100, mas sem documentos de identificação.
No entanto, a Polícia Civil ainda aguarda o laudo da Polícia Científica para apurar a verdadeira causa da morte, bem como a identificação.
Corpo encontrado em casa
Na noite da última segunda-feira (28), o corpo de um idoso de 75 anos também foi encontrado no bairro São Sebastião, em Palhoça.
Conforme informações passadas pela delegada, a família residia em uma casa próxima e o filho que o encontrou já sem vida. O idoso fazia uso de medicamentos e possuía comorbidades. A Polícia Civil afirma que também aparenta ser morte natural.
Os agentes estiveram no local, mas não encontraram sinais de arrombamento na casa e não foi identificado falta de qualquer objeto ou vestígios de violência no local e no corpo.
Vale ressaltar que os três casos aguardam a conclusão dos laudos. Se for identificado indícios de homicídio, os casos passarão para a DIC (Divisão de Investigação Criminal) de Palhoça. Caso contrário, será instruídos pela Delegacia de Polícia da Comarca.